Título original - The 5th wave
Saga: The 5th wave #1
Editor: Editorial Presença
Sinopse: A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade. Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível? Um thriller de alta voltagem, com todos os ingredientes para se tornar um grande clássico da literatura fantástica universal.
Opinião:
Após muito falatório decidi-me a ler esta obra ainda antes de ter algum tipo de contacto com o filme ou mesmo o trailer do mesmo. Assim que o terminei fui imediatamente ver o trailer e pareceu-me interessante, fica pendente a visualização do filme e verificar até que ponto está fiel.
Ora bem, estamos perante um cenário um tanto pós-apocalíptico após a destruição de grande parte dos humanos, por parte de uma invasão extraterreste. O modo como se revelaram e como procederam para afectar a humanidade, revela toda uma inteligência e uma preparação que já vem de há muito tempo. Eles têm-nos observado e decidiram avançar para o extermínio.
Acompanhamos maioritariamente a personagem principal Cassie, uma adolescente que sobrevive sozinha enquanto tenta cumprir a promessa mais importante que alguma vez fez ao seu irmão. A narrativa é intercalada entre memórias e o presente, e assim vamos descobrindo como sucederam os ataques alienígenas, vulgo, as vagas, e de que maneira afectaram o planeta.
Em outras situações temos mais pontos de vista, o que creio dar mais profundidade à história e permite-nos conhecer vivências e experiências de outras personagens de interesse para a obra.
Nem tudo o que parece é, e com tudo o que aconteceu não é possível confiar em ninguém (não me quero alongar aqui porque não quero fazer revelações), conseguirá Cassie cumprir a promessa? Um livro espectacular que reflecte o impacto dos laços familiares e a luta pela sobrevivência.
Gostei bastante desta obra que aliás, foi a primeira que li dentro desta categoria. Ao se tratar de uma questão de vida ou morte, com os aliens a apontar para a erradicação dos humanos, senti-me compelida a ler sempre mais. Quis ler o que se passava e o que viria depois, e como a humanidade (ou pelos menos aqueles acerca dos quais líamos :p) respondia às adversidades.
Uma história interessante, repleta de emoções que promete continuar a dar que falar nos próximos volumes. Aconselho :)
quarta-feira, 30 de março de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
A filha da peste [Conto], de Carina Portugal - Opinião
Opinião:
Não conhecia o trabalho desta escritora, pelo que me decidi a ler este conto da sua autoria para este mês.
Inicialmente estamos perante viajantes do tempo que atravessam eras, até Veneza no século XIV. Numa segunda fase já no final do século XXI seguimos Orfeo, convidado musical para uma festa da alta sociedade na qual uma mulher liberta o conteúdo maléfico de uma caixa perante os convidados.
Após ser extraído do local, descobre que a sua música tem efeitos hipnóticos e relacionados com a resposta imunológica do organismo, e que foi peão para um ataque biológico.
Agradou-me que a história tomasse um rumo policial e que estivesse envolta em mistério. Estava a achar o conto um pouco confuso mas as coisas começaram a encaixar, à medida que a acção decorria.
Gostei da referência a uma máquina do tempo, de certeza que em alguma fase da nossa vida, a maioria de nós já pensamos o quão bom seria se viajássemos numa dessas máquinas.
Achei a história interessante e fiquei com vontade de ler mais trabalhos da autora.
O conto está disponível online aqui.
Não conhecia o trabalho desta escritora, pelo que me decidi a ler este conto da sua autoria para este mês.
Inicialmente estamos perante viajantes do tempo que atravessam eras, até Veneza no século XIV. Numa segunda fase já no final do século XXI seguimos Orfeo, convidado musical para uma festa da alta sociedade na qual uma mulher liberta o conteúdo maléfico de uma caixa perante os convidados.
Após ser extraído do local, descobre que a sua música tem efeitos hipnóticos e relacionados com a resposta imunológica do organismo, e que foi peão para um ataque biológico.
Agradou-me que a história tomasse um rumo policial e que estivesse envolta em mistério. Estava a achar o conto um pouco confuso mas as coisas começaram a encaixar, à medida que a acção decorria.
Gostei da referência a uma máquina do tempo, de certeza que em alguma fase da nossa vida, a maioria de nós já pensamos o quão bom seria se viajássemos numa dessas máquinas.
Achei a história interessante e fiquei com vontade de ler mais trabalhos da autora.
O conto está disponível online aqui.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Cinder [Crónicas lunares 1], de Marissa Meyer - Opinião
Título original - Cinder
Saga: Crónicas lunares #1 / The lunar chronicles #1
Editora: Editorial Planeta
Sinopse: Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.
Saga: Crónicas lunares #1 / The lunar chronicles #1
Editora: Editorial Planeta
Sinopse: Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual.
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender.
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar.
Opinião:
Aqui está uma das obras que até hoje ainda gera muito falatório, Cinder, que nos traz um toque de Cinderela ao quotidiano de um futuro longínquo em Pequim. O primeiro volume das crónicas lunares já andava debaixo de olho, mas apenas recentemente decidi lê-lo.
Esta obra demarca a minha estreia com a autora Marissa Meyer, de quem muito se tem comentado acerca da saga crónicas lunares. É do conhecimento geral que as capas originais são giríssimas e bastante apelativas, mas confesso o que pesou na decisão da escolha, foi o meu gosto pessoal por distopias (e a sinopse claro).
Cinder é uma europeia adoptada que vive em Pequim com a "madrasta e as irmãs" após a morte do pai adoptivo. Devido a um acidente quando era criança, a equipa médica tornou-a cyborg, o que permitiu salvá-la (mas não salvou a sua memória pré-acidente). Contudo o que a salvou foi igualmente o que a prendia à sua madrasta e tutora Adri, que a tinha como propriedade (cyborg).
Naquela época, uma doença pestilenta está a devastar parte da população e a luta para encontrar a cura é incansável, pelo que cyborgs são por vezes doados para investigação...e este acaba por ser o destino de Cinder. Nessa ocasião descobre-se que é imune, e ela concorda em colaborar com os cientistas.
Entretanto por ser a mecânica mais eficaz da cidade, é procurada pelo príncipe Kai para que conserte o seu cyborg pessoal, e tendo isto como motivo para se cruzarem, torna-se evidente o aparecimento de algo que vai além do compromisso cliente-vendedor.
Simultaneamente, a Lua é habitada por seres regidos por uma rainha maléfica
que ameaça uma guerra contra a Terra, se não se chegar a um acordo de Paz, mas os termos do acordo são algo que deve ser bem ponderado, pois nunca se sabe o que poderá estar por detrás de seres que ludibriam a mente humana...
Gostei do toque de "retelling", e o facto de trazer a base da história da Cinderela mas para um cenário futurista, completamente distinto daquela imagem que tínhamos.
Naquela época, uma doença pestilenta está a devastar parte da população e a luta para encontrar a cura é incansável, pelo que cyborgs são por vezes doados para investigação...e este acaba por ser o destino de Cinder. Nessa ocasião descobre-se que é imune, e ela concorda em colaborar com os cientistas.
Entretanto por ser a mecânica mais eficaz da cidade, é procurada pelo príncipe Kai para que conserte o seu cyborg pessoal, e tendo isto como motivo para se cruzarem, torna-se evidente o aparecimento de algo que vai além do compromisso cliente-vendedor.
Simultaneamente, a Lua é habitada por seres regidos por uma rainha maléfica
que ameaça uma guerra contra a Terra, se não se chegar a um acordo de Paz, mas os termos do acordo são algo que deve ser bem ponderado, pois nunca se sabe o que poderá estar por detrás de seres que ludibriam a mente humana...
Gostei do toque de "retelling", e o facto de trazer a base da história da Cinderela mas para um cenário futurista, completamente distinto daquela imagem que tínhamos.
A Cinder não tinha nada em comum com a Cinderela, foi bastante agradável conhecer os diversos aspectos da sua personalidade! Vendo bem, pouco sabemos do seu aspecto físico e na verdade o que realmente interessa está no interior, e no caso dela, também literalmente (natureza cyborg) :P
Outras personagens que me cativaram foram a Peony e a Iko, duas estrelas brilhantes a iluminar os dias da Cinder. Entristeceu-me os seus destinos :/
O conceito de haver vida na lua também agradou-me, embora obviamente aquele povo tenha características que os distingue dos humanos, foi interessante ler sobre eles e as suas habilidades.
A lenda da princesa que poderá surgir e destronar a "rainha má", traz luz e esperança aos rebeldes que não são a favor da liderança da Lua, bem como ao príncipe Kai que de tudo irá tentar para evitar uma guerra.
Um livro que não desilude, com uma história que vale a pena conhecer, aconselho :)
Outras personagens que me cativaram foram a Peony e a Iko, duas estrelas brilhantes a iluminar os dias da Cinder. Entristeceu-me os seus destinos :/
O conceito de haver vida na lua também agradou-me, embora obviamente aquele povo tenha características que os distingue dos humanos, foi interessante ler sobre eles e as suas habilidades.
A lenda da princesa que poderá surgir e destronar a "rainha má", traz luz e esperança aos rebeldes que não são a favor da liderança da Lua, bem como ao príncipe Kai que de tudo irá tentar para evitar uma guerra.
Um livro que não desilude, com uma história que vale a pena conhecer, aconselho :)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Deadfall [Blackbird 2], de Anna Carey - Opinião
Título original - Deadfall
Saga: Blackbird #2
Sinopse: In the compelling sequel to Blackbird, Anna Carey delivers a gritty and adrenaline-filled story of a girl desperate to escape her mysterious and terrifying assailants. Told in second person, this heart-pounding thriller puts the reader in front of the target.
A week ago, you woke up in Los Angeles with no memory of who you are. The only thing you knew: people are trying to kill you. You put your trust in Ben, but he betrayed you and broke your heart. Now you've escaped to New York City with a boy named Rafe, who says he remembers you from before. But the two of you are not safe. The same people who are after you are tailing Rafe as well. As the chase heats up, your memory starts to return, but your past cannot save you from the terrifying circumstances of your present, or the fact that one wrong move could end this game forever.
With enemies on every side, and not a reprieve in sight, Deadfallwill grab readers and refuse to let go. Perfect for fans of the Maze Runner series and the Legend series.
Opinião:
Deadfall é o segundo livro da saga Blackbird, e é o aguardado final da história da Sunny. Após um volume espectacular, fiquei com muita expectativa para a continuação.
Há uma semana a protagonista acordou com amnésia numa estação ferroviária, e logo se apercebeu que estava a ser procurada por pessoas que a queriam morta. Para seu horror, descobriu que estava num tipo de jogo doentio de caça, onde as presas eram seres humanos. A organização existe há anos e a ilha foi um desafio mas agora a acção foi movida para as cidades; a migração tem o intuito de "apimentar" o jogo e dar mais emoção à caçada.
[Pode conter spoilers]
O seu instinto de sobrevivência e a clara percepção de que tinha alguns conhecimentos e capacidades, ajudaram-na a se manter viva, bem como a ajuda do Ben, que agora sabemos estar aliado à organização. Algumas memórias que estão a retornar, ajudam-na a conhecer melhor o jogo e o seu passado, mas também deixam-na intrigada acerca de um rapaz que acabou por encontrar no final de Blackbird.
Este volume retoma exactamente nesse ponto, quando reencontra o rapaz dos seus sonhos/memórias, Rafe. Ele já recuperou a memória, reconhece-a e chama-a Lena. Juntos dirigem-se a Nova Iorque para encontrarem outros alvos e descobrirem mais acerca da organização. Contudo são reconhecidos e a caçada é retomada neste novo cenário, estendendo-se aos outros alvos.
No seu desespero, a Lena coloca-se em situações de alto risco, como infiltrar-se numa reunião anónima de caçadores. Neste volume, ela continua a comunicar-se com a policia e sempre que descobre algo, passa informações, acreditando estar mais perto da segurança. Mas nem tudo corre como esperado e um passo em falso, pode ser o último.
Fiquei cativada com o primeiro volume que mal podia esperar pela sequela e ver como iria ser o desfecho. Nunca tinha lido nada deste género, pelo que foi uma boa experiência, inclusive li algures na internet que estão a pensar fazer uma adaptação cinematográfica da saga...venha daí :)
É um pouco diferente ler um livro na segunda pessoa do singular, mas acaba por dar-nos uma perspectiva diferente das coisas, por isso não foi assim tão mau, apenas incomum.
Uma das coisas que gostei neste livro, além da história claro, foi o facto de ela não ter logo recuperado a memória. Nunca sabíamos quando iríamos ser sugados para alguma lembrança, nunca sabíamos o que esperar dos flashbacks da Lena.
Gostei bastante do Rafe, para mim representa a esperança de que tudo um dia ia terminar bem e de que a Lena ia tornar-se "una", ia sarar e ser capaz de ultrapassar a dor do que o jogo fez com ela, com eles.
Adorei o facto da obra ter mantido aquele ritmo frenético de acção, fuga, inteligência, luta por se manter vivo, a busca por justiça e respostas. Obtivemos muitas respostas para questões que ficaram em aberto no Blackbird, e descobrimos que a organização era (horripilante e) muito maior do que o esperado.
Terminei o livro com o sentimento de que houve justiça e que a história estava muito boa e deu-me imenso prazer ler, mas senti que a autora pregou-me uma rasteira ali (não vou mencionar porque mas quando lerem vão saber imediatamente ao que me refiro!)
Uma leitura espectacular que aconselho vivamente.
Saga: Blackbird #2
Sinopse: In the compelling sequel to Blackbird, Anna Carey delivers a gritty and adrenaline-filled story of a girl desperate to escape her mysterious and terrifying assailants. Told in second person, this heart-pounding thriller puts the reader in front of the target.
A week ago, you woke up in Los Angeles with no memory of who you are. The only thing you knew: people are trying to kill you. You put your trust in Ben, but he betrayed you and broke your heart. Now you've escaped to New York City with a boy named Rafe, who says he remembers you from before. But the two of you are not safe. The same people who are after you are tailing Rafe as well. As the chase heats up, your memory starts to return, but your past cannot save you from the terrifying circumstances of your present, or the fact that one wrong move could end this game forever.
With enemies on every side, and not a reprieve in sight, Deadfallwill grab readers and refuse to let go. Perfect for fans of the Maze Runner series and the Legend series.
Opinião:
Deadfall é o segundo livro da saga Blackbird, e é o aguardado final da história da Sunny. Após um volume espectacular, fiquei com muita expectativa para a continuação.
Há uma semana a protagonista acordou com amnésia numa estação ferroviária, e logo se apercebeu que estava a ser procurada por pessoas que a queriam morta. Para seu horror, descobriu que estava num tipo de jogo doentio de caça, onde as presas eram seres humanos. A organização existe há anos e a ilha foi um desafio mas agora a acção foi movida para as cidades; a migração tem o intuito de "apimentar" o jogo e dar mais emoção à caçada.
[Pode conter spoilers]
O seu instinto de sobrevivência e a clara percepção de que tinha alguns conhecimentos e capacidades, ajudaram-na a se manter viva, bem como a ajuda do Ben, que agora sabemos estar aliado à organização. Algumas memórias que estão a retornar, ajudam-na a conhecer melhor o jogo e o seu passado, mas também deixam-na intrigada acerca de um rapaz que acabou por encontrar no final de Blackbird.
Este volume retoma exactamente nesse ponto, quando reencontra o rapaz dos seus sonhos/memórias, Rafe. Ele já recuperou a memória, reconhece-a e chama-a Lena. Juntos dirigem-se a Nova Iorque para encontrarem outros alvos e descobrirem mais acerca da organização. Contudo são reconhecidos e a caçada é retomada neste novo cenário, estendendo-se aos outros alvos.
No seu desespero, a Lena coloca-se em situações de alto risco, como infiltrar-se numa reunião anónima de caçadores. Neste volume, ela continua a comunicar-se com a policia e sempre que descobre algo, passa informações, acreditando estar mais perto da segurança. Mas nem tudo corre como esperado e um passo em falso, pode ser o último.
Fiquei cativada com o primeiro volume que mal podia esperar pela sequela e ver como iria ser o desfecho. Nunca tinha lido nada deste género, pelo que foi uma boa experiência, inclusive li algures na internet que estão a pensar fazer uma adaptação cinematográfica da saga...venha daí :)
É um pouco diferente ler um livro na segunda pessoa do singular, mas acaba por dar-nos uma perspectiva diferente das coisas, por isso não foi assim tão mau, apenas incomum.
Uma das coisas que gostei neste livro, além da história claro, foi o facto de ela não ter logo recuperado a memória. Nunca sabíamos quando iríamos ser sugados para alguma lembrança, nunca sabíamos o que esperar dos flashbacks da Lena.
Gostei bastante do Rafe, para mim representa a esperança de que tudo um dia ia terminar bem e de que a Lena ia tornar-se "una", ia sarar e ser capaz de ultrapassar a dor do que o jogo fez com ela, com eles.
Adorei o facto da obra ter mantido aquele ritmo frenético de acção, fuga, inteligência, luta por se manter vivo, a busca por justiça e respostas. Obtivemos muitas respostas para questões que ficaram em aberto no Blackbird, e descobrimos que a organização era (horripilante e) muito maior do que o esperado.
Terminei o livro com o sentimento de que houve justiça e que a história estava muito boa e deu-me imenso prazer ler, mas senti que a autora pregou-me uma rasteira ali (não vou mencionar porque mas quando lerem vão saber imediatamente ao que me refiro!)
Uma leitura espectacular que aconselho vivamente.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
The graveyard book, Neil Gaiman - Aquisição buy one get one half price
Em seguimento ao post anterior,
na livraria que visitei cuja mesa realçava uma promoção "buy one get one half price", como já sabem escolhi imediatamente o Glass sword, da saga Red Queen. Esse foi fácil, a escolha difícil veio depois!
Após uma cuidada inspecção verifiquei que já tinha lido alguns, então acabei por eleger um livro de um autor cujo trabalho ainda não conheço mas tem tido bons comentários, Neil Gaiman. O título seleccionado foi The graveyard book, ora vejam o meu exemplar.
Este livro era mais barato do que o Glass sword, pelo que foi o seleccionado para aplicar metade do preço (como geralmente acontece). A capa é muito bonita e a obra contém algumas ilustrações. Quem já leu ou gostaria de lê-lo?
na livraria que visitei cuja mesa realçava uma promoção "buy one get one half price", como já sabem escolhi imediatamente o Glass sword, da saga Red Queen. Esse foi fácil, a escolha difícil veio depois!
Após uma cuidada inspecção verifiquei que já tinha lido alguns, então acabei por eleger um livro de um autor cujo trabalho ainda não conheço mas tem tido bons comentários, Neil Gaiman. O título seleccionado foi The graveyard book, ora vejam o meu exemplar.
Glass sword, de Victoria Aveyard - aquisição
AI minha mãezinha!!!!!
Hoje fui dar uma volta e deparei-me com uma livraria relativamente perto de onde estou a ficar, logo resolvi entrar e ficar a conhecê-la.
Após uma vista de olhos geral, aproximei-me da estante fantasia e lá perto tinha uma mesinha com alguns exemplares a um preço inferior. Ao lado desta mesa, tinha outra com um cartaz mais apelativo: compre um, leve outro a metade do preço, pelo que averiguei com mais atenção.
Vocês não imaginam o meu espanto quando me deparei com o volume "fresquíssimo" da saga Red queen, nada mais nada menos do que o Glass sword.
O livro estava na mesa com um dos carimbos promocionais!!!!! (heavily breathing!!)
Hoje fui dar uma volta e deparei-me com uma livraria relativamente perto de onde estou a ficar, logo resolvi entrar e ficar a conhecê-la.
Após uma vista de olhos geral, aproximei-me da estante fantasia e lá perto tinha uma mesinha com alguns exemplares a um preço inferior. Ao lado desta mesa, tinha outra com um cartaz mais apelativo: compre um, leve outro a metade do preço, pelo que averiguei com mais atenção.
Vocês não imaginam o meu espanto quando me deparei com o volume "fresquíssimo" da saga Red queen, nada mais nada menos do que o Glass sword.
O livro estava na mesa com um dos carimbos promocionais!!!!! (heavily breathing!!)
Fiquei super contente, pois tinha lido o primeiro volume recentemente (em português), e adorei, ora ao deparar-me com uma promoção destas um dia após o lançamento (de acordo com o GR) foi excelente! Como se costuma dizer, já ganhei o dia...:D
Aqui fica uma imagem do volume que adquiri imediatamente. A capa é linda, a coroa trabalhada e intercalada com uma espada e o sangue surge novamente com relevo, assim como o título da obra :D
Quem mais quer ler este? :)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Attachments, de Rainbow Rowell - Opinião
Título original - Attachments
Sinopse: "Hi, I'm the guy who reads your e-mail, and also, I love you . . . "
Beth Fremont and Jennifer Scribner-Snyder know that somebody is monitoring their work e-mail. (Everybody in the newsroom knows. It's company policy.) But they can't quite bring themselves to take it seriously. They go on sending each other endless and endlessly hilarious e-mails, discussing every aspect of their personal lives.
Meanwhile, Lincoln O'Neill can't believe this is his job now- reading other people's e-mail. When he applied to be "internet security officer," he pictured himself building firewalls and crushing hackers- not writing up a report every time a sports reporter forwards a dirty joke.
When Lincoln comes across Beth's and Jennifer's messages, he knows he should turn them in. But he can't help being entertained-and captivated-by their stories.
By the time Lincoln realizes he's falling for Beth, it's way too late to introduce himself.
What would he say . . . ?
Opinião:
Após ler Eleanor e Park o ano passado, fiquei com curiosidade em relação a esta autora. A leitura conjunta deste mês no grupo que integro do GR, permitiu dar o impulso para que ficasse a conhecer uma segunda obra, Attachments.
Nesta obra conhecemos Lincoln, um jovem adulto de 28 anos que passou grande parte da sua vida na universidade a formar-se em diversos cursos. Agora vive com a mãe e arranjou um emprego nocturno num jornal, relacionado com a segurança da internet. Mas o trabalho estava longe de atingir as suas expectativas, e basicamente as suas tarefas eram monitorizar emails poucos próprios para um ambiente de trabalho.
Ao exercer as suas funções, Lincoln depara-se com duas trabalhadoras do jornal cujos emails fazem parte do lote que deveria ser reportado mas por algum motivo, ele não o faz. A situação acaba por se prolongar até que ele não consegue já deixar de sentir algum tipo de conexão com elas, e garante para si mesmo que jamais irá advirti-las.
Grande parte do livro está escrito sob a forma de emails que são trocados entre duas das personagens principais. Jennifer e Beth. Gostei desta situação porque além de ser uma maneira diferente de nos informar de partes das suas vidas pessoais, permite-nos conhecer aspectos da personalidade de cada uma.
Agradou-me o facto de Lincoln desenvolver sentimentos por Beth mesmo antes de conhecer a sua aparência. Este é um dos aspectos mais positivos do livro, dar ênfase à mentalidade numa sociedade em que a conotação visual tem grande peso (e achei bastante fofo até) :)
Outro ponto que apreciei foi a busca do protagonista, o querer encontrar o seu "verdadeiro eu", a procura da sua identidade. "Quem sou eu e o que vou fazer da minha vida?"...uma questão que em algum momento das nossas vidas já nos passou pela cabeça. Creio que este é um factor capaz de gerar alguma empatia e fazer com que o leitor se identifique.
Sinopse: "Hi, I'm the guy who reads your e-mail, and also, I love you . . . "
Beth Fremont and Jennifer Scribner-Snyder know that somebody is monitoring their work e-mail. (Everybody in the newsroom knows. It's company policy.) But they can't quite bring themselves to take it seriously. They go on sending each other endless and endlessly hilarious e-mails, discussing every aspect of their personal lives.
Meanwhile, Lincoln O'Neill can't believe this is his job now- reading other people's e-mail. When he applied to be "internet security officer," he pictured himself building firewalls and crushing hackers- not writing up a report every time a sports reporter forwards a dirty joke.
When Lincoln comes across Beth's and Jennifer's messages, he knows he should turn them in. But he can't help being entertained-and captivated-by their stories.
By the time Lincoln realizes he's falling for Beth, it's way too late to introduce himself.
What would he say . . . ?
Opinião:
Após ler Eleanor e Park o ano passado, fiquei com curiosidade em relação a esta autora. A leitura conjunta deste mês no grupo que integro do GR, permitiu dar o impulso para que ficasse a conhecer uma segunda obra, Attachments.
Nesta obra conhecemos Lincoln, um jovem adulto de 28 anos que passou grande parte da sua vida na universidade a formar-se em diversos cursos. Agora vive com a mãe e arranjou um emprego nocturno num jornal, relacionado com a segurança da internet. Mas o trabalho estava longe de atingir as suas expectativas, e basicamente as suas tarefas eram monitorizar emails poucos próprios para um ambiente de trabalho.
Ao exercer as suas funções, Lincoln depara-se com duas trabalhadoras do jornal cujos emails fazem parte do lote que deveria ser reportado mas por algum motivo, ele não o faz. A situação acaba por se prolongar até que ele não consegue já deixar de sentir algum tipo de conexão com elas, e garante para si mesmo que jamais irá advirti-las.
Grande parte do livro está escrito sob a forma de emails que são trocados entre duas das personagens principais. Jennifer e Beth. Gostei desta situação porque além de ser uma maneira diferente de nos informar de partes das suas vidas pessoais, permite-nos conhecer aspectos da personalidade de cada uma.
Agradou-me o facto de Lincoln desenvolver sentimentos por Beth mesmo antes de conhecer a sua aparência. Este é um dos aspectos mais positivos do livro, dar ênfase à mentalidade numa sociedade em que a conotação visual tem grande peso (e achei bastante fofo até) :)
Outro ponto que apreciei foi a busca do protagonista, o querer encontrar o seu "verdadeiro eu", a procura da sua identidade. "Quem sou eu e o que vou fazer da minha vida?"...uma questão que em algum momento das nossas vidas já nos passou pela cabeça. Creio que este é um factor capaz de gerar alguma empatia e fazer com que o leitor se identifique.
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