domingo, 12 de fevereiro de 2017

O guardião do tempo, de Mitch Albom - Opinião

Título original - The time keeper
Editora: Sinais de fogo
Sinopse: O inventor do primeiro relógio foi punido por tentar medir a maior dádiva de Deus, sendo banido durante séculos para uma caverna e forçado a ouvir as vozes de todos os que o procuravam em busca de mais tempo, de mais anos. Até que por fim, com a alma quase destroçada, o Guardião do Tempo recuperou a sua liberdade, juntamente com uma ampulheta mágica e uma missão: a oportunidade de se redimir ensinando a duas pessoas o verdadeiro sentido do tempo.
Regressando ao nosso mundo - agora dominado pela contagem das horas que ele tão inocentemente iniciara -, começa uma viagem com dois parceiros improváveis: uma rapariga adolescente que quer desistir de viver e um velho e poderoso homem de negócios que quer viver para sempre. Para se salvar, terá que salvar ambos... e parar o mundo para o conseguir.
Escrito no estilo habitual do autor, esta maravilhosa e original história inspirará os leitores, fazendo-os repensar as suas próprias noções de tempo, a forma como o despendem e o quão importante ele é verdadeiramente.

Opinião:
Após me deparar com alguns títulos do autor, elegi este para demarcar a minha estreia. Não sei ao certo porquê este, mas havia ali qualquer coisa de apelativo.
O protagonista, um rapaz naturalmente interessado, torna-se um homem ainda mais curioso com o passar do tempo. Como é estabelecido, naquela época o conceito de tempo não existia e tampouco era mensurável até o Dor começar a notar um padrão.
Dor começa a associar eventos do dia, que repetem-se dia após dia, com o "andamento" do Sol e eventualmente, observa as fases da lua e associa as mudanças, ao que sabemos agora tratar-se do mês.
Tamanha astúcia não passa despercebida ao Pai do céu, e um mensageiro surge e atribui a Dor a tarefa de ser o pai do tempo. Ele fica confinado numa gruta e é sentenciado a ouvir as lamurias dos homens que pedem sempre por mais tempo.
Gostei imenso! Uma história com tanto significado e tantas mensagens subjacentes! A começar com atribuição de responsabilidade, digamos. 
Causa e efeito. 
Arcar com consequências. 
A possibilidade de redenção. 
Actos altruístas poderão permitir a própria salvação. 
O livro como um todo parece uma lição de vida e "um abre olhos", um alerta.
Eita, quando acabei de ler fiquei um bocado parada a pensar. Quanto desperdício de tempo e de oportunidades? 
Fez-me pensar na minha família, nas saudades que tenho deles, no tempo desperdiçado no tempo mal aproveitado, no valor que têm! É como dizem: a vida são dois dias. Sejam felizes e mantenham perto aqueles que vos são mais queridos, mantenham os laços e o contacto sempre que possível.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Delirium [Delirium 1], de Lauren Olivier - Opinião

Título original - Delirium
Saga: Delirium #1
Editora: Alfaguara
Sinopse: Houve um tempo em que o amor era a coisa mais importante do mundo. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o delírio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. Quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão… 

Opinião:
Este foi o título que seleccionei para o inicio do desafio trilogia de 2017. Já há algum tempo na minha pilha de livros, decidi lê-lo neste momento.
A leitura demarca igualmente a minha estreia com a popular autora, que brevemente terá um dos seus trabalhos (Before I fall) adaptado ao grande ecrã.
Num mundo dominado pelas emoções, é fácil perder o controlo e sucumbir às vontades. Foi então que os cientistas desenvolvem uma cura para o que parece estar na origem de todos os males, o delírio do amor.
Lena mal pode esperar por atingir a maioridade, quer passar logo pelo tratamento e livrar-se de uma vez por todas do fantasma do passado que foi ter uma mãe cujo tratamento não funcionou.
A vida dá muitas voltas, e o seu destino é selado quando conhece o jovem Alex. Agora tudo o que ela quer é que o tempo não avance, mas como todos sabemos, o tempo é imperdoável.
A história e a evolução da relação dos pombinhos eram fofas e muitas vezes adoráveis, claro sempre havia barreiras mas notava-se que queriam que funcionasse apesar de tudo.
Gostei particularmente de quando foram à selva e ele mostrou-lhe a sua casa com "vista panorâmica", depois ainda tentou reproduzir o efeito na casa abandonada onde se encontravam...que querido! 100% romântico! :)
Aliado ao romance proibido e a quebrar inúmeras regras da sociedade, bem como colocar-se em situações de perigo, a certa altura o livro levanta algumas questões acerca do destino final da sua (incurável) mãe. 
A verdade é que fiquei mais curiosa sobre de que modo o procedimento não funcionou, isto é o motivo. Será ela imune (algo do género do livro Divergente, risos) ou apenas algum componente biológico que impossibilita a acção do procedimento? Será hereditário?
Digam o que disserem acerca do amor, somos confrontados com uma das facetas mais "bonitas" (e tristes) desta complexa emoção, o sacrifício. O acto de sacrificar-se por alguém, colocar o próximo primeiro numa atitude verdadeiramente altruísta, pensando apenas no outro e no seu bem estar.
Tirando o romance, não achei esta uma história por aí além mas todos sabem que gosto de distopias, por isso volume dois, aqui vou eu (na esperança que aquele "cliffhanger" traga desenvolvimentos mais emocionantes).

sábado, 28 de janeiro de 2017

Split second [Pivot point 2], de Kasie West - Opinião

Título original - Split second
Sinopse: Life can change in a split second.
Addie hardly recognizes her life since her parents divorced. Her boyfriend used her. Her best friend betrayed her. She can’t believe this is the future she chose. On top of that, her ability is acting up. She’s always been able to Search the future when presented with a choice. Now she can manipulate and slow down time, too... but not without a price.
When Addie’s dad invites her to spend her winter break with him, she jumps at the chance to escape into the Norm world of Dallas, Texas. There she meets the handsome and achingly familiar Trevor. He’s a virtual stranger to her, so why does her heart do a funny flip every time she sees him? But after witnessing secrets that were supposed to stay hidden, Trevor quickly seems more suspicious of Addie than interested in her. And she has an inexplicable desire to change that.
Meanwhile, her best friend, Laila, has a secret of her own: she can restore Addie’s memories... once she learns how. But there are powerful people who don’t want to see this happen. Desperate, Laila tries to manipulate Connor, a brooding bad boy from school—but he seems to be the only boy in the Compound immune to her charms. And the only one who can help her.
As Addie and Laila frantically attempt to retrieve the lost memories, Addie must piece together a world she thought she knew before she loses the love she nearly forgot... and a future that could change everything.


Opinião:
Ora aqui está o final da duologia pivot point. Num mundo dividido entre pessoas normais e pessoas com habilidades, seguimos um restrito grupo de pessoas com habilidades.
Há algum tempo atrás a Addie investigou o seu futuro e acabou escolhendo aquele percurso por algum motivo, (pediu a Laila para apagar a alternativa da sua memória) porém a vida não lhe está a correr assim tão bem.
Então quando o pai a convida para passar as férias de Inverno com ele, ela não hesita em ir até a parte normal e afastar-se de todo o drama. É aqui que conhece Trevor e a atracção é imediata, porém há algo familiar acerca dele...estará relacionado com o segredo de Laila?
Se no volume inicial a acção era centrada no complexo, esta sequela é dividida entre o complexo e o mundo dos normais. Também acompanhamos aqui dois pontos de vista das melhores amigas, Addie e Laila, o que nos permitiu um melhor seguimento de eventos decorrentes paralelamente, bem como de diferentes perspectivas.
Agradou-me que a eterna "desligada" Laila finalmente começou a nutrir sentimentos por alguém!
Achei muito maldoso o pessoal do complexo fazer acreditar (Spoiler!!!!!) que um familiar estava realmente ali na cidade, para posteriormente revelar-se uma trama completamente diferente! Gostei do rumo que a história tomou, desde o desenvolvimento de habilidades, a capacidade de se perdoar por erros do passado, ultrapassar dificuldades, baixar a guarda, apoiar-se noutros, a introspecção.
Agradou-me igualmente que mesmo sem memória dos possíveis acontecimentos, os sentimentos eram os mesmos para Addie, fez-me pensar e querer acreditar que há coisas pré-destinadas. :) Aconselho. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Scarlet [Crónicas lunares 2], de Marissa Meyer - Opinião

Título original - Scarlet
Saga: Crónicas lunares #2 / The lunar chronicles #2
Editora: Editorial Planeta
Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Opinião:

Cinder escapa da prisão de modo a escapar à sua sentença. Ganha um aliado, Thorne que lhe fornece uma nave de fuga. Porém em vez de ir para África se encontrar com o Dr. que a ajudou, decide ir à Europa em busca de informações acerca do seu passado junto de Michelle Benoit.
Simultaneamente seguimos Scarlet Benoit, que procura desesperadamente pela sua avó desaparecida, contando com a ajuda do misterioso Wolf.
Os quatro cruzam-se e aliam-se, em busca da idosa, mas logo se apercebem que há muito mais em jogo do que apenas um rapto.
Nossa! Gostei bastante deste livro, provavelmente mais do que o primeiro. Foi carregado de acção, aventura e emoções, gostei particularmente dos momentos entre o Thorne e Cinder, ri muito! E a aproximação da Scarlet com o Wolf foi fofa, quanto mais lia mais queria ler. :)
Com tanto desgosto na trama, agradou-me o retorno da personagem Iko, embora numa versão diferente (risos, nem comento). Contrastante com esse retorno, a madrasta reles e nojenta fez uma aparição e mostrou que é o mesmo ser desprezável de sempre.
[Contém spoliers]
Quanto à história em si, tomou outros contornos com o ataque dos lunares aos humanos, deixando bem claro a verdadeira natureza da rainha Levana. As suas intenções são as mesmas porém não se esconde mais.
O que são exactamente aqueles "lobos"? Pronto sabemos que são lunares modificados geneticamente...mas que raio?!! Um povo que tem as habilidades que tem, porque desenvolveriam aquele exército? 
Desta vez a Cinder aka princesa Selene toma consciência do seu papel e apraz-me que tenha decidido tomar uma posição e optado por participa activamente do seu destino. Venha o próximo! 
Uma saga que vale a pena conhecer, aconselho.
P.s. Que linda capa!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O feitiço da lua, de Sarah Addison Allen - Opinião

Título original - The girl who chased the moon
Editora: Quinta Essência
Sinopse: No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam.
Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.

Opinião:

Este título foi a minha primeira leitura do ano, porém este não é o primeiro contacto com a autora. Gostei bastante de ler o jardim encantado e tinha alguma expectativa em relação a esta obra, e digo desde já que foram de encontro a isso. O livro integra o desafio TBR Jar challenge 2017 sob o tópico ler um livro retirado aleatoriamente da estante.
Emily muda-se para Mullaby após a morte da sua mãe e vai viver com o avô que não sabia que tinha. Aparentemente há uma série de coisas que não sabe, está tudo relacionado com a mãe e ninguém lhe quer dizer até o inevitável acontecer. Ela trava amizade com um rapaz que não deveria, pois estão ligados devido ao passado conturbado dos seus familiares.
Paralelamente, a vizinha Julia tem um plano de dois anos ali antes de regressar à sua vida. Mas logo se apercebe que há muito mais na sua antiga vida do que um doloroso passado. Estará o que ela busca traçando o caminho até ela?
O livro segue estas duas personagens e as suas histórias, bem como dos seus relacionamentos com os que as rodeiam. Elas por sua ver interagem e desencadeiam outros eventos. Foi muito bom descobri-las e acompanhá-las naquilo que estavam procurando. Confesso que chegou a uma altura que estava a preferir a história da Julia.
Que livro fofo, adorei, foi simplesmente encantador! A inocência, a bondade, a vontade de fazer a diferença, a esperança, o sonho do reencontro e o toque de magia foram ingredientes chave que me fizeram devorar o livro avidamente.
A obra aborda também feridas antigas, como cada qual lida e ultrapassa as situações, como o perdão pode chegar. Tem bastantes emoções e dá que pensar.
Relativamente aos intervenientes da história, nutri um carinho especial pelo avô e pelo Win, por serem diferentes do padrão "normal" e devido às circunstâncias das suas educações, mesmo assim eram respeitáveis e bondosos. Cada vez que a Julia e o Sawyer interagiam era hilariante, ri mesmo muito com esses dois!
Surpreendi-me com as luzes de Mullaby, quem diria? Uma daquelas coisas que as pessoas sabem mas ninguém fala sobre isso. E até estava relacionado com o mistério principal.
Um livro mágico que adorei e recomendo vivamente :)

sábado, 14 de janeiro de 2017

[2017] TBR Jar Challenge 1

Este desafio veio um pouco mais tarde devido a não ter colocado as fotos mais cedo, apesar de já lhe ter dado inicio há pouco tempo. O primeiro TBR do ano 2017 foi...


* Ler um livro retirado aleatoriamente da estante

*Challenge accepted!*

Para ver o progresso dos desafios, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, que serão remetidos para o seu respectivo link.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

TBR Jar Challenge [2017]

Boas! Apesar deste ser um desafio "trabalhoso" fiquei com vontade de fazê-lo novamente, mesmo que não consiga completá-lo. Seja como for, sempre irão haver livros a serem lidos e cada leitura é um ganho :)
O TBR é o acrónimo de To be read (a ser lido), e o desafio consiste em escrever títulos de livros que temos por ler, em pequenas tiras de papel, dobrá-las, colocá-las num recipiente, e ir retirando aleatoriamente. O título que sair é o próximo livro a ler, sem batota.
Isto é muito bom para ajudar a baixar a pilha que está em lista de espera, mas pode-me acontecer não estar com disposição para ler o livro que saiu. Então vou usar uma versão modificada do desafio, na qual escrevo nos papéis um tópico generalizado, permitindo-me uma escolha do título dentro desse tema. :)

Proponho os seguintes tópicos:

* Ler um livro de literatura distópica - Pandemónio
* Ler um livro retirado aleatoriamente da estante - O feitiço da lua
* Ler um livro que nunca terminei - Reached
* Ler um livro de um autor novo para mim - Jogador n.º1
* Ler um livro de um autor que já li mas noutro registo (exemplo: outro género literário ou para diferente faixa etária) - Iluminada
* Ler um livro escolhido por outra pessoa - O oceano no fim do caminho
* Ler um livro de um autor que não seja europeu nem norte-americano - Onde encontrei meu lar
* Ler um livro de uma série que já tenha iniciado - Requiem
* Ler um livro escolhido por ter a capa bonita - The darkest part of the forest
* Ler um conto - The egg
* Ler um livro emprestado - Winter's passage
* Ler um livro infantil (ou infanto-juvenil) - Rumpled stilton skin
* Ler um livro de um autor europeu - O rapaz de bronze
* Ler um livro sugerido pelo Goodreads - Fala-me de um dia perfeito


O aspecto do meu TBR jar deste ano é este




Sempre que tirar um papel, vou associar o título ao respectivo tópico, na própria opinião.
Farei como nos outros desafios, à medida que vou lendo, vou actualizar com o link directo para os respectivos títulos, para que possam ver a opinião.
Sempre que quiserem ver os desafios e o progresso dos mesmos, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, que serão remetidos para o seu respectivo link.