sexta-feira, 3 de março de 2017

Antes de vos deixar, de Lauren Oliver - Opinião

Titulo original - Before I fall
Editora: Editorial presença
Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado com quem sonhava, três melhores amigas formidáveis e os privilégios que a sua popularidade lhe pode oferecer. Sexta-feira, 12 de Fevereiro, devia ter sido um dia igual a tantos outros. Nada faria suspeitar que iria ser o último… Mas então é-lhe concedida outra oportunidade. Durante uma semana, Samantha vai reviver o último dia da sua vida, tentando perceber os mistérios que envolvem a sua morte e descobrindo o valor de tudo o que está prestes a perder.

Opinião:
Tentada a ler um livro que terá adaptação cinematográfica ainda este ano, escolhi Antes de vos deixar, antes que saísse o filme nos cinemas. Eu nem trailers vi, tampouco opiniões literárias. Simplesmente lancei-me.
A Samantha é uma adolescente feliz e tem tudo o que uma jovem poderia querer da vida. Porém um acidente após uma festa altera de modo permanente o seu destino.
Ao acordar ela logo percebe que há algo de errado, contudo ao experienciar os mesmos eventos do dia anterior, depressa percebe que está a viver um "loop". Algo deve ser feito para quebrar o ciclo, é tempo de mudanças.
Eu gostei mesmo deste livro mas confesso que foi uma leitura difícil por vezes, pois perdi três membros da minha família há pouco mais de um ano.
Achei muito fofo os desenvolvimentos da narrativa que envolviam o Kent e a Sam, após uns dias. Cada vez que interagiam era uma coisa maravilhosa de se ler e dei por mim a torcer por um destino alternativo e um final diferente.
Fiquei com aquela sensação e talvez vocês também tenham ficado, inicialmente não se percebe bem (parecem só tretas adolescentes de popularidade no liceu) mas quanto mais se lê, mais se entende que este é um livro mais profundo e com uma mensagem.
Valorizem e guardem com carinho cada momento, sobretudo aqueles passados com os que mais amam. Nunca se sabe quando é a hora de partir. Aconselho.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A maldição do vencedor [The winner's curse 1], de Marie Rutkoski - Opinião

Título original - The winner's curse
Saga: The winner's trilogy #1
Editora: TopSeller
Sinopse: Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.
Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.


Opinião:
Li este livro à conta de uma leitura conjunta. Confesso que se não fosse por isso, provavelmente o livro não tinha suscitado interesse em mim apenas pela sinopse.
Kestrel compra um escravo Herrani por impulso e leva-o para casa, onde passa a desempenhar funções de ferreiro. Veio a calhar pois ela é a filha do general e nenhuma outra habilidade é tão adequada. 
Porém ela requer a sua companhia diversas vezes, mesmo em festas da alta sociedade, e logo começam os mexericos. Ela não lhes dá muita importância pois está apenas interessada na sua personalidade distinta e sinceridade. Já ele tem outro tipo de interesse.
Por ser um livro de temática que de uma forma generalizada não me atrai (guerras, conquistas, poder, escravatura), provavelmente irei apenas ler a continuação em conjunto com o grupo (se eles não lerem imediatamente) e não tanto por iniciativa própria. Com isto não estou a insinuar que foi um mau livro, antes pelo contrário.
Um aspecto (muito) negativo do livro é sem dúvida a escravatura. Não há como não enxergar isso mas faz parte da narrativa e da história que está a ser contada, sendo que um povo conquistou outro. Seja como for, a história dá mostras de seguir um caminho que leva à liberdade.
Agradaram-me as mostras de inteligência nas mais diversas situações, o carácter das personagens, o amor pela arte musical (ela por tocar piano, ele por cantar), o uso de estratégia em diversas situações. O próprio conceito dos termos que dão o nome ao livro, foi para mim novidade, nunca ouvi nada de parecido. E depois há também aquele trocadilho, do título com a história, ela levou o prémio consigo mas nesse instante amaldiçoou todos os Valorianos.
Foi divertido ler acerca dos costumes e das disparidades entre os hábitos dos povos. Achei intrigante o facto do povo conquistador ter adquirido hábitos do povo conquistado e passar a integrá-los no seu quotidiano, inclusive junto da alta sociedade. Ao dizer isto, estou a referir-me sobretudo ao simples (e para nós tão vulgar) acto de comer as refeições com talheres! Imagino que terá sido assim na realidade em algum momento da história do Homem, mas uma pessoa normalmente não costuma pensar muito sobre isso, não é?
Se ficaram curiosos, dêem uma vista de olhos e boa leitura :) 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O guardião do tempo, de Mitch Albom - Opinião

Título original - The time keeper
Editora: Sinais de fogo
Sinopse: O inventor do primeiro relógio foi punido por tentar medir a maior dádiva de Deus, sendo banido durante séculos para uma caverna e forçado a ouvir as vozes de todos os que o procuravam em busca de mais tempo, de mais anos. Até que por fim, com a alma quase destroçada, o Guardião do Tempo recuperou a sua liberdade, juntamente com uma ampulheta mágica e uma missão: a oportunidade de se redimir ensinando a duas pessoas o verdadeiro sentido do tempo.
Regressando ao nosso mundo - agora dominado pela contagem das horas que ele tão inocentemente iniciara -, começa uma viagem com dois parceiros improváveis: uma rapariga adolescente que quer desistir de viver e um velho e poderoso homem de negócios que quer viver para sempre. Para se salvar, terá que salvar ambos... e parar o mundo para o conseguir.
Escrito no estilo habitual do autor, esta maravilhosa e original história inspirará os leitores, fazendo-os repensar as suas próprias noções de tempo, a forma como o despendem e o quão importante ele é verdadeiramente.

Opinião:
Após me deparar com alguns títulos do autor, elegi este para demarcar a minha estreia. Não sei ao certo porquê este, mas havia ali qualquer coisa de apelativo.
O protagonista, um rapaz naturalmente interessado, torna-se um homem ainda mais curioso com o passar do tempo. Como é estabelecido, naquela época o conceito de tempo não existia e tampouco era mensurável até o Dor começar a notar um padrão.
Dor começa a associar eventos do dia, que repetem-se dia após dia, com o "andamento" do Sol e eventualmente, observa as fases da lua e associa as mudanças, ao que sabemos agora tratar-se do mês.
Tamanha astúcia não passa despercebida ao Pai do céu, e um mensageiro surge e atribui a Dor a tarefa de ser o pai do tempo. Ele fica confinado numa gruta e é sentenciado a ouvir as lamurias dos homens que pedem sempre por mais tempo.
Gostei imenso! Uma história com tanto significado e tantas mensagens subjacentes! A começar com atribuição de responsabilidade, digamos. 
Causa e efeito. 
Arcar com consequências. 
A possibilidade de redenção. 
Actos altruístas poderão permitir a própria salvação. 
O livro como um todo parece uma lição de vida e "um abre olhos", um alerta.
Eita, quando acabei de ler fiquei um bocado parada a pensar. Quanto desperdício de tempo e de oportunidades? 
Fez-me pensar na minha família, nas saudades que tenho deles, no tempo desperdiçado no tempo mal aproveitado, no valor que têm! É como dizem: a vida são dois dias. Sejam felizes e mantenham perto aqueles que vos são mais queridos, mantenham os laços e o contacto sempre que possível.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Delirium [Delirium 1], de Lauren Olivier - Opinião

Título original - Delirium
Saga: Delirium #1
Editora: Alfaguara
Sinopse: Houve um tempo em que o amor era a coisa mais importante do mundo. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o delírio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. Quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão… 

Opinião:
Este foi o título que seleccionei para o inicio do desafio trilogia de 2017. Já há algum tempo na minha pilha de livros, decidi lê-lo neste momento.
A leitura demarca igualmente a minha estreia com a popular autora, que brevemente terá um dos seus trabalhos (Before I fall) adaptado ao grande ecrã.
Num mundo dominado pelas emoções, é fácil perder o controlo e sucumbir às vontades. Foi então que os cientistas desenvolvem uma cura para o que parece estar na origem de todos os males, o delírio do amor.
Lena mal pode esperar por atingir a maioridade, quer passar logo pelo tratamento e livrar-se de uma vez por todas do fantasma do passado que foi ter uma mãe cujo tratamento não funcionou.
A vida dá muitas voltas, e o seu destino é selado quando conhece o jovem Alex. Agora tudo o que ela quer é que o tempo não avance, mas como todos sabemos, o tempo é imperdoável.
A história e a evolução da relação dos pombinhos eram fofas e muitas vezes adoráveis, claro sempre havia barreiras mas notava-se que queriam que funcionasse apesar de tudo.
Gostei particularmente de quando foram à selva e ele mostrou-lhe a sua casa com "vista panorâmica", depois ainda tentou reproduzir o efeito na casa abandonada onde se encontravam...que querido! 100% romântico! :)
Aliado ao romance proibido e a quebrar inúmeras regras da sociedade, bem como colocar-se em situações de perigo, a certa altura o livro levanta algumas questões acerca do destino final da sua (incurável) mãe. 
A verdade é que fiquei mais curiosa sobre de que modo o procedimento não funcionou, isto é o motivo. Será ela imune (algo do género do livro Divergente, risos) ou apenas algum componente biológico que impossibilita a acção do procedimento? Será hereditário?
Digam o que disserem acerca do amor, somos confrontados com uma das facetas mais "bonitas" (e tristes) desta complexa emoção, o sacrifício. O acto de sacrificar-se por alguém, colocar o próximo primeiro numa atitude verdadeiramente altruísta, pensando apenas no outro e no seu bem estar.
Tirando o romance, não achei esta uma história por aí além mas todos sabem que gosto de distopias, por isso volume dois, aqui vou eu (na esperança que aquele "cliffhanger" traga desenvolvimentos mais emocionantes).

sábado, 28 de janeiro de 2017

Split second [Pivot point 2], de Kasie West - Opinião

Título original - Split second
Sinopse: Life can change in a split second.
Addie hardly recognizes her life since her parents divorced. Her boyfriend used her. Her best friend betrayed her. She can’t believe this is the future she chose. On top of that, her ability is acting up. She’s always been able to Search the future when presented with a choice. Now she can manipulate and slow down time, too... but not without a price.
When Addie’s dad invites her to spend her winter break with him, she jumps at the chance to escape into the Norm world of Dallas, Texas. There she meets the handsome and achingly familiar Trevor. He’s a virtual stranger to her, so why does her heart do a funny flip every time she sees him? But after witnessing secrets that were supposed to stay hidden, Trevor quickly seems more suspicious of Addie than interested in her. And she has an inexplicable desire to change that.
Meanwhile, her best friend, Laila, has a secret of her own: she can restore Addie’s memories... once she learns how. But there are powerful people who don’t want to see this happen. Desperate, Laila tries to manipulate Connor, a brooding bad boy from school—but he seems to be the only boy in the Compound immune to her charms. And the only one who can help her.
As Addie and Laila frantically attempt to retrieve the lost memories, Addie must piece together a world she thought she knew before she loses the love she nearly forgot... and a future that could change everything.


Opinião:
Ora aqui está o final da duologia pivot point. Num mundo dividido entre pessoas normais e pessoas com habilidades, seguimos um restrito grupo de pessoas com habilidades.
Há algum tempo atrás a Addie investigou o seu futuro e acabou escolhendo aquele percurso por algum motivo, (pediu a Laila para apagar a alternativa da sua memória) porém a vida não lhe está a correr assim tão bem.
Então quando o pai a convida para passar as férias de Inverno com ele, ela não hesita em ir até a parte normal e afastar-se de todo o drama. É aqui que conhece Trevor e a atracção é imediata, porém há algo familiar acerca dele...estará relacionado com o segredo de Laila?
Se no volume inicial a acção era centrada no complexo, esta sequela é dividida entre o complexo e o mundo dos normais. Também acompanhamos aqui dois pontos de vista das melhores amigas, Addie e Laila, o que nos permitiu um melhor seguimento de eventos decorrentes paralelamente, bem como de diferentes perspectivas.
Agradou-me que a eterna "desligada" Laila finalmente começou a nutrir sentimentos por alguém!
Achei muito maldoso o pessoal do complexo fazer acreditar (Spoiler!!!!!) que um familiar estava realmente ali na cidade, para posteriormente revelar-se uma trama completamente diferente! Gostei do rumo que a história tomou, desde o desenvolvimento de habilidades, a capacidade de se perdoar por erros do passado, ultrapassar dificuldades, baixar a guarda, apoiar-se noutros, a introspecção.
Agradou-me igualmente que mesmo sem memória dos possíveis acontecimentos, os sentimentos eram os mesmos para Addie, fez-me pensar e querer acreditar que há coisas pré-destinadas. :) Aconselho. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Scarlet [Crónicas lunares 2], de Marissa Meyer - Opinião

Título original - Scarlet
Saga: Crónicas lunares #2 / The lunar chronicles #2
Editora: Editorial Planeta
Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da Comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvendar o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas em que estão mergulhados, ainda terão de antecipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.

Opinião:

Cinder escapa da prisão de modo a escapar à sua sentença. Ganha um aliado, Thorne que lhe fornece uma nave de fuga. Porém em vez de ir para África se encontrar com o Dr. que a ajudou, decide ir à Europa em busca de informações acerca do seu passado junto de Michelle Benoit.
Simultaneamente seguimos Scarlet Benoit, que procura desesperadamente pela sua avó desaparecida, contando com a ajuda do misterioso Wolf.
Os quatro cruzam-se e aliam-se, em busca da idosa, mas logo se apercebem que há muito mais em jogo do que apenas um rapto.
Nossa! Gostei bastante deste livro, provavelmente mais do que o primeiro. Foi carregado de acção, aventura e emoções, gostei particularmente dos momentos entre o Thorne e Cinder, ri muito! E a aproximação da Scarlet com o Wolf foi fofa, quanto mais lia mais queria ler. :)
Com tanto desgosto na trama, agradou-me o retorno da personagem Iko, embora numa versão diferente (risos, nem comento). Contrastante com esse retorno, a madrasta reles e nojenta fez uma aparição e mostrou que é o mesmo ser desprezável de sempre.
[Contém spoliers]
Quanto à história em si, tomou outros contornos com o ataque dos lunares aos humanos, deixando bem claro a verdadeira natureza da rainha Levana. As suas intenções são as mesmas porém não se esconde mais.
O que são exactamente aqueles "lobos"? Pronto sabemos que são lunares modificados geneticamente...mas que raio?!! Um povo que tem as habilidades que tem, porque desenvolveriam aquele exército? 
Desta vez a Cinder aka princesa Selene toma consciência do seu papel e apraz-me que tenha decidido tomar uma posição e optado por participa activamente do seu destino. Venha o próximo! 
Uma saga que vale a pena conhecer, aconselho.
P.s. Que linda capa!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O feitiço da lua, de Sarah Addison Allen - Opinião

Título original - The girl who chased the moon
Editora: Quinta Essência
Sinopse: No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do Sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo, por mais deslocadas que se sintam.
Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de resolver pelo menos alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite, e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mas perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.

Opinião:

Este título foi a minha primeira leitura do ano, porém este não é o primeiro contacto com a autora. Gostei bastante de ler o jardim encantado e tinha alguma expectativa em relação a esta obra, e digo desde já que foram de encontro a isso. O livro integra o desafio TBR Jar challenge 2017 sob o tópico ler um livro retirado aleatoriamente da estante.
Emily muda-se para Mullaby após a morte da sua mãe e vai viver com o avô que não sabia que tinha. Aparentemente há uma série de coisas que não sabe, está tudo relacionado com a mãe e ninguém lhe quer dizer até o inevitável acontecer. Ela trava amizade com um rapaz que não deveria, pois estão ligados devido ao passado conturbado dos seus familiares.
Paralelamente, a vizinha Julia tem um plano de dois anos ali antes de regressar à sua vida. Mas logo se apercebe que há muito mais na sua antiga vida do que um doloroso passado. Estará o que ela busca traçando o caminho até ela?
O livro segue estas duas personagens e as suas histórias, bem como dos seus relacionamentos com os que as rodeiam. Elas por sua ver interagem e desencadeiam outros eventos. Foi muito bom descobri-las e acompanhá-las naquilo que estavam procurando. Confesso que chegou a uma altura que estava a preferir a história da Julia.
Que livro fofo, adorei, foi simplesmente encantador! A inocência, a bondade, a vontade de fazer a diferença, a esperança, o sonho do reencontro e o toque de magia foram ingredientes chave que me fizeram devorar o livro avidamente.
A obra aborda também feridas antigas, como cada qual lida e ultrapassa as situações, como o perdão pode chegar. Tem bastantes emoções e dá que pensar.
Relativamente aos intervenientes da história, nutri um carinho especial pelo avô e pelo Win, por serem diferentes do padrão "normal" e devido às circunstâncias das suas educações, mesmo assim eram respeitáveis e bondosos. Cada vez que a Julia e o Sawyer interagiam era hilariante, ri mesmo muito com esses dois!
Surpreendi-me com as luzes de Mullaby, quem diria? Uma daquelas coisas que as pessoas sabem mas ninguém fala sobre isso. E até estava relacionado com o mistério principal.
Um livro mágico que adorei e recomendo vivamente :)