sábado, 30 de dezembro de 2017

[2017] Balanço leituras 2.º semestre

Para a segunda metade do ano deixo aqui as leituras às quais me dediquei. 
Gostei da maioria dos livros, apesar de alguns terem sido um pouco depressivos. Em relação a sagas, a que mais gostei de ler foi sem dúvida alguma The school for good and evil, foi fantástica, repleta de reviravoltas, acção e com princesas que são em tudo distintas dos contos de fada que crescemos a ouvir.
Por motivos pessoais, estive uma temporada longe de leituras e do blogue daí que em alguns meses as opiniões sejam escassas.

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Novembro


  
   




Dezembro

 
 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman - Opinião

Título original - The ocean at the end of the lane
Sinopse: Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás. Esta belíssima e inquietante fábula revela a singular capacidade de Neil Gaiman para recriar uma mitologia moderna.

Opinião:
Li esta obra em pouco tempo, achei misteriosa e queria saber o que se ia passar de seguida. 
Um rapaz fica amigo de Lettie mas a sua família é deveras incomum. Algo estranho está a acontecer na vizinhança e está relacionado com um ser que não é deste mundo. 
Os dois vão ao seu encontro para que Lettie possa bani-lo mas algo acontece e a criatura passa para a nossa dimensão. Isto desencadeia toda uma série de ocorrências que dão o mote para a história.
Bem, nem sei por onde começar! Acima de tudo achei que esta era uma história acerca da amizade. Apesar de terem convivido por um período de tempo, as duas crianças criaram laços bastante fortes. 
Fiquei a reflectir no valor da amizade mas sobretudo no altruísmo, o auto-sacrifício para assegurar o bem estar do próximo. Apenas no final do livro é que temos a revelação bombástica do que de facto se passou há cerca de quatro décadas.
A avó da Lettie é muito perspicaz e vivida, disse algo do género, não há duas pessoas que experimentando a mesma situação tenham a mesma memória dos eventos, vão lembrar-se cada um à sua maneira. Este é deveras um facto.
Entendo que a Lettie e a sua família, as Hempstock, eram algum tipo de entidades. Todo o conhecimento e percepção que tinham do mundo e do universo era surreal! Gostei destas personagens e a descrição da Lettie quando vista de dentro do oceano, algo de fantástico. Nota-se que o autor criou este mundo com carinho mas achei partes da história um pouco confusas. De forma geral, proporcionou uma boa leitura.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Conta-me três coisas, de Julie Buxbaum - Opinião

Título original - Tell me three things
Editora: Topseller
Sinopse: E se a pessoa de que mais precisas for alguém que não conheces?
Passaram apenas dois anos desde a morte da sua mãe e o seu pai volta a casar-se com uma mulher que conheceu online. Jessie é então forçada a mudar-se para a outra ponta do país, para morar com a madrasta e o seu pretensioso filho adolescente, aparentemente passado da cabeça.
Para Jessie tudo parece errado: sente-se uma estranha naquela casa enorme e fria, tem saudades da sua melhor (e única) amiga. A escola é uma selva autêntica, onde é vítima de bullying. Mas é então que recebe um e-mail de alguém que não conhece, nem se quer deixar conhecer, disponibilizando-lhe apenas a sua amizade virtual.
O que Jessie não espera é que será este e-mail a mudar a sua vida para sempre.
Esta é uma história memorável, que não deixa ninguém indiferente. Um misto de comédia e tragédia, amor e perda, dor e alegria.


Opinião:
Cerca de dois anos após a morte da mãe da Jessie, o seu pai casa-se com uma mulher rica que mora noutro estado e eles mudam-se para lá. Sem conhecer ninguém, a Jessie passa por um mau bocado, sentido-se sozinha e vítima de comentários desagradáveis por parte de algumas colegas.
Eis que alguém começa a enviar-lhe emails com dicas de como sobreviver no liceu, quem evitar, com quem travar amizade...um ombro amigo online. A única condição que impõe é não revelar a sua identidade. 
Quis ler este livro no âmbito de ser um lançamento recente e claro, a sinopse era apelativa. Julgo que muitos de nós já passamos pela fase de ter amigos online e que em algum momento não sabiamos quem eram. Esta leitura fez-me recordar um pouco esse tempo, ainda que as situações fossem completamente diferentes.
Por vezes parecia mais fácil desabafar ou apenas falar com alguém que estava do outro lado do ecrã do que com alguém cara a cara, e depois era como a protagonista disse, dava mais tempo de refletir e pensar antes de responder.
Seja como for, a Internet veio aproximar as pessoas mas ao não saber quem está do outro lado, as pessoas podem estar a abrir as portas para predadores e todo o tipo de criminosos, o que é especialmente perigoso para as crianças que são as que têm menos noção e sentido de realidade. 
Achei que os cidadãos da nova cidade foram criados de modo muito genérico e estereotipado, parecia não haver muita variedade, sendo que todos pareciam ter saido do mesmo molde, se é que me estou a fazer entender. Não era de admirar que a Jessie se sentisse desajustada e solitária.
O livro aborda alguns temas como a homossexualidade e o bullying, apesar de não serem os aspectos centrais da narrativa, não costumam aparecer nos livros que tenho lido ultimamente. Foi bom que a autora tenha posto personagens a fazer frente a essa gentinha reduzida e a colocar um ponto final no assunto. Todos merecem ter paz de espírito.
Um aspecto que me interessou foi o facto da Jessie nutrir sentimentos pelo rapaz misterioso, sem saber quem era. Não num sentido de ser ingénua mas pelo facto de que se apaixonou somente pela personalidade dele. Devo salvaguardar que era sabido que eram colegas de escola e a certo ponto ele ia revelar quem era, num local público.
Outra coisa agradável é que muitas das suas conversas sejam em três tópicos, que aliás é o que dá o título à obra "conta-me três coisas". Uma maneira engraçada de se dar a conhecer.
Esta foi uma história que proporcionou momentos agradáveis de lazer. Aconselho. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Goodreads: O meu ano em livros 2017

Gente, 

o Goodreads.com mantém uma secção com um resumo das nossas leituras anuais e algumas estatísticas, que se denomina "My year in books". 
Esta secção aparece em Dezembro, no topo da nossa página inicial e também no nosso perfil, no lado direito, e realça aspectos interessantes tais como o livro mais longo e o mais curto que lemos, o número de páginas lidas no referido ano, a espessura média das nossas leituras, sob o formato de número de páginas, entre outras.
Deixo-vos o link para o "My year in books 2017" de acordo com o GR.

My year in books 2017

Os meus dados para 2016 foram os seguintes:

My year in books 2016


Outros anos no marcador abaixo do nome do blogue Goodreads: my years in books.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Onde encontrei meu lar, de Gleice Couto e Victor Almeida - Opinião

Título original - Onde encontrei meu lar
Sinopse: Ela não queria suas memórias.

Ele queria reconstruí-las.
Mas, juntos, poderiam criar uma nova.

Opinião:
Li esta obra para o TBR jar challenge, sob o tópico ler um livro de autor que não seja nem europeu nem norte-americano. Ora estive a ler um trabalho de sul americanos, mais propriamente do Brasil.
Esta é uma curta história que se passa na época natalícia. Com a morte do seu irmão Alan ainda a pesar bastante sobre a Manuela, ela decide fugir da cidade, afastar-se de tudo. 
Tal noticia é chocante para Nathan, o melhor amigo que então decide tentar fazê-la mudar de ideias. Ele põe em prática um plano de criar novas memórias em locais onde sobressaiem memórias dolorosas com o irmão.
Às vezes temos as coisas e as pessoas por garantidas, por vezes não enxergamos o que está mesmo à nossa frente. As coisas podem mudar num breve momento, nunca sabemos o dia de amanhã.
Gostei da ideia do Nathan de criar as novas memórias para atenuar a dor da amiga, para que um local não fosse um lembrete de quem ela perdeu, mas uma oportunidade para novos começos.
Agradou que o último sitio que visitaram não foi "um desafio" para ela mas sim uma prova para ele. Tal como ele fez com ela anteriormente, o Nathan deixou que ela o guiasse e enfrentasse o seu medo.
Achei este conto muito fofo, aconselho. 

[2017] TBR Jar Challenge 14

Fofos,
finalmente este é o último tópico do TBR jar challenge do ano! Tive que dar uma pausa momentânea há uns meses, então como queria completar o desafio tirei diversos papéis num curto intervalo de tempo. 
Sem mais demoras...


* Ler um livro escolhido por outra pessoa

*Challenge accepted!*

Para ver o progresso dos desafios, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, que serão remetidos para o seu respectivo link.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Winter's passage [The iron fey 1,5], de Julie Kagawa - Opinião

Título original - Winter's passage
Saga: The iron fey #1,5
Sinopse: Meghan Chase used to be an ordinary girl..until she discovered that she is really a faery princess. After escaping from the clutches of the deadly Iron fey, Meghan must follow through on her promise to return to the equally dangerous Winter Court with her forbidden love, Prince Ash. But first, Meghan has one request: that they visit Puck--Meghan's best friend and servant of her father, King Oberon--who was gravely injured defending Meghan from the Iron Fey.
Yet Meghan and Ash's detour does not go unnoticed. They have caught the attention of an ancient, powerful hunter--a foe that even Ash may not be able to defeat....

Opinião:
Uma longa temporada longe da saga e momentaneamente esqueci-me de certos aspectos da história. O bom é que durante a obra a autora dá-nos pistas e chega até quase que resumir o plot principal do volume 1.
Ao ter salvo o seu irmão Ethan com a ajuda do príncipe Ash, o acordo que selaram era a Meghan ir voluntariamente com ele para a corte Winter. Porém ela quis fazer um desvio para visitar Puck, e enfim perceberam que estavam a ser seguidos.
Para sua infelicidade quem os seguia era um ser antigo, um caçador que jamais abandona a sua caçada. Assim começa o jogo do gato e do rato...
Mais um livro lido no âmbito do Desafio Faerie 2017 e também emprestado para o desafio TBR jar challenge
Esta é uma história curta acerca da viagem dos personagens até à terra do Ash. O Ash está preso ao juramento que fez à rainha e sua mãe, de trazer a Meghan à sua presença. Por sua vez, em troca de auxílio ela concordou em ir com ele. Uma vez feito, um juramento tem que ser levado a cabo e não há como contorná-lo. Apesar de agora ele desejar não ter que levá-la.
São bastante evidentes os sentimentos entre os personagens, o problema é serem de cortes opostas, são de famílias rivais, inimigas até. Diferem também em termos fisiológicos, ela é meia humana e fada da corte Summer então a temperatura corporal é como a de qualquer um de nós, já o Ash tem uma temperatura corporal fria, ela refere inclusive que sentiu o ar frio dele (expirado) na nuca.
Foi giro ler acerca da atracção entre ambos e da conexão que criaram, ainda o facto de se protegerem mutuamente, havendo uma incerteza de qual será o seu destino.
O título é muito apropriado e apesar de ter um animal na capa, não associei com o caçador, pensei que estivesse associado ao frio e à passagem pelas terras de Winter.
Ao ler esta história fiquei com vontade de prosseguir com a saga, para descobrir o que espera a Meghan na corte rival.