terça-feira, 23 de setembro de 2014

Harry Potter e a pedra filosofal [Harry Potter 1], de J.K. Rowling - Opinião




Título original - Harry Potter and the sorcerer's stone
- Autora inglesa
Saga: Harry Potter #1
Editora: Editorial Presença
Sinopse: Harry Potter é antes de mais o fenómeno editorial de 1999. É-o porque demove crianças de jogos de computador e de infindáveis horas frente ao televisor. É-o porque está traduzido em cerca de 30 idiomas. É-o porque tem angariado os mais importantes prémios de literatura infanto-juvenil. É-o, por fim e entre outras inúmeras razões, porque ocupa há meses consecutivos os primeiros lugares das mais importantes listas de vendas mundiais. Mas Harry Potter, o personagem dos livros de J. K. Rowling, não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa.
Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia. Admitido na escola Howgarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá propocionar. Um grande sucesso editorial que os mais jovens adoram e que apetece também aos adultos.

Opinião: 
Harry Potter, o rapaz que sobreviveu. Harry pensava que era um rapaz comum até o dia do seu aniversário, quando recebe a visita de Hagrid, que o informa que ele é um feiticeiro e tem que partir para uma escola especifica para feiticeiros. Neste livro temos a introdução das personagens, da história principal, da fantástica escola de Hogwarts, do seu director Albus Dumbledore e mais para o final, temos logo um episódio emocionante de um confronto com o vilão, ou o que sobrou do vilão mais temido de todos os tempos, Lord Voldemort.
Dá-se um processo de aprendizagem e aulas, e travam-se amizades encantadoras, bem como uma ou outra inimizade (Draco Malfoy e sua família). Os conhecimentos adquiridos aliados com a inteligência destas crianças são postos à prova, e revelam-se até cruciais quase no final do livro.
Este foi o primeiro livro de fantasia que li, e foi o primeiro que em miúda tive realmente vontade de ler. Na altura chamou-me a atenção a capa colorida (era a antiga), uma colega estava a lê-lo e disse que era muito bom. Recebi-o como prenda no Natal e quando comecei, não quis que acabasse. E assim foi...já tinha saído o segundo e foi a minha prenda no meu aniversário seguinte. Foi assim o inicio de uma paixão literária! 
O livro foi um sucesso de vendas um pouco por todo o mundo, dando inicio à febre Harry Potter.
Actualmente consta do plano de leitura escolar.


Outras capas:

sábado, 20 de setembro de 2014

Sem sangue, de Alessandro Baricco - Opinião


Título original - Senza sangue
- Autor italiano
Editora Dom Quixote.
Sinopse: "Sem Sangue" é uma história vibrante e rica de sugestões que sonda a profundidade da alma humana. Os protagonistas são figuras perdidas no tempo e no espaço, carrascos e vítimas de uma guerra indefinida, que, como todo o conflito da história da humanidade, desperta as paixões e os instintos mais recônditos.

Opinião:

Retratando os eventos que tiveram lugar numa casa da família numa época pós guerra, é-nos dado a ler um crime horrível testemunhado pela protagonista Nina e o percurso da sua vida após um dos criminosos a encontrar, e não revelar a sua presença aos parceiros, o que se traduz em salvar a vida da criança pequenina que estava enrolada por baixo do chão da casa. Estas duas referências são as partes nas quais o livro se compõe. Pode dizer-se que este encontro alterou radicalmente os seus percursos de vida. 
Muitos anos mais tarde, Nina vai ao encontro de Tito que agora trabalha num quiosque e afirma saber que ela o procurava e sabe o motivo. Os dois dirigem-se então a um café para conversar, e aqui ficamos a saber a história da vida de Nina após aquele episódio traumatizante na sua infância.
Resumidamente, o livro conta com um crime, o desejo de vingança, amor e também redenção.  
A leitura é rápida e concisa, e os acontecimentos impelem o leitor a querer ler o que se passa em seguida. A terminar, o reencontro entre as personagens inicialmente parece ser mais um desejo de vingança, mas à medida que conversam, parece que fica no ar a ideia de que há feridas que podem cicatrizar.
Este livro fez parte do desafio "livro retirado aleatoriamente da estante".


Outras capas:
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Criaturas maravilhosas [Criaturas maravilhosas 1], de Kami Garcia & Margaret Stohl - Opinião


Título original - Beautiful creatures
Saga: Criaturas Maravilhosas #1 / Beautiful creatures #1
Editora: Edições Gailivro
Colecção: 1001 Mundos

Sinopse: Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Opinião: Ethan tem vindo a sonhar que precisa salvar alguém mas só sabe quem é quando vê Lena. A atracção é imediata, e apesar dos esforços dela de o afastar por ter um segredo familiar obscuro, a aproximação acontece. Esta rapariga transferida para a pequena cidade é vista com maus olhos por ser familiar de Macon, o misterioso tio que habita numa mansão um pouco afastada.
Com o passar do tempo, Ethan descobre que Lena tem poderes e que a sua família é amaldiçoada, e quando fizer 16 anos será irremediavelmente chamada, podendo pertencer à luz ou à escuridão. É este o motivo que inicialmente ela considera um factor-chave contra o seu relacionamento. Além deste, há ainda o aspecto fisiológico, cada vez que os pombinhos se tocam, Ethan sente um tipo de corrente eléctrica.
Acho muito bom o facto deles conseguirem comunicar-se telepaticamente, sendo que este demonstrará ser um ponto de viragem numa fase crucial do livro. Gostei particularmente de lhes ser permitido ver o que aconteceu com os antepassados que deu origem à maldição, tendo mais tarde se revelado com um momento de aprendizagem. 
O livro é mais do género YA, narrado na primeira pessoa por Ethan, uma vertente diferente da maioria dos livros que tenho lido, que é da perspectiva feminina. A parte descritiva consegue levar-nos a Gatlin e faz-nos quase pensar que poderíamos estar lá e conhecer as várias personagens. Conta com uma boa dose de mistério e com uma dose de sobrenatural um pouco diferente do que estamos habituados, o que o torna bastante apelativo. É o primeiro volume da saga Caster Chronicles, que me parece que em português chama-se Criaturas MAravilhosas.


Outra capa:

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Feira do Livro Funchal (40.ª Edição)



Já começaram os preparativos para a feira do livro do Funchal que decorrerá este ano entre os dias 19 a 28 de Setembro, na Placa Central, frente à Igreja da Sé. A abertura oficial está agendada para dia 19 às 17:30h. 
Esta edição conta com a presença do autor madeirense Tolentino Mendonça.
Quem vai passar lá? :)

(Fotografia de uma edição anterior)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Marcada [HoN 1], de PC Cast e Kristin Cast - Opinião


Título original - Marked
Saga: A Casa da noite #1 / House of Night #1
Editora: Saída de Emergência.
Sinopse: Zoey Redbird tem 16 anos e vive num mundo igual ao nosso, com uma única excepção: os vampyros não só existem como são tolerados. Os humanos que os vampyros "marcam" como especiais entram na Casa da Noite, uma escola onde se vão transformar em vampyros ou, se o corpo o rejeitar, morrer.
Para Zoey, apesar do medo inicial, ser marcada é uma verdadeira bênção. É que ela nunca encaixou no mundo normal e sempre sentiu que estava destinada a algo mais. Mas mesmo na nova escola a jovem sente-se diferente dos outros: é que a marca que a Deusa Nyx lhe fez é especial, mostrando que os seus poderes são muito fortes para alguém tão jovem.
Na Escola da Noite, Zoey acaba por encontrar amizade e amor, mas também mentira e inveja. Afinal, nem tudo está bem no mundo dos vampyros e os problemas que pensava ter deixado para trás não se comparam aos desafios que tem pela frente.


Opinião:
Esta dupla de autoras são uma dupla dinâmica que na realidade são mãe e filha, respectivamente. Ao trabalharem juntas criaram um fenómeno mundial com esta saga designada A casa da noite (The house of night - HoN), que é o nome atribuído às escolas para onde vão os jovens marcados com o símbolo da deusa Nyx, que representa a mudança. Ao serem marcados com um contorno de uma meia lua azul, os jovens tornam-se iniciados, mudam-se para a casa da noite mais próxima afim de estarem próximos de vampyros adultos, um requerimento fisiológico, e se sobreviverem à mudança, tornam-se vampyros adultos ao fim de 4 anos.
O ponto de partida dá-se com a protagonista Zoey a ser marcada e levada para a casa da noite, após um desmaio no qual tem uma experiência com a própria Nyx, que lhe diz algumas palavras sábias acerca de responsabilidade e aparências, e beija-lhe a testa, passando a sua marca a ser preenchida e única na comunidade vampyrica (isto porque têm apenas o contorno quando iniciados, ou após a mudança, está preenchida e dela provêm tatuagens que emolduram o rosto consoante a sua aptidão). Os vampyros ao constatarem a singularidade da sua marca, afirmam que Zoey é abençoada pela deusa e ela passa a ter um papel de destaque na escola. E mais não digo para não estragar a diversão a quem ainda não leu!
Neste livro há uma introdução de personagens, escola, sociedade, elementos e aptidões levando os personagens a conhecerem-se e a demonstrar personalidade e carácter. É um bom livro "young adult" (YA) com uma escrita fluída e linguagem bastante acessível. Gostei do facto de os vampyros não se esconderem do mundo como na grande maioria de livros do género e também de possuírem aptidões, uma vez que é uma vertente um pouco diferente. Adorei o livro e aconselho vivamente pois a saga promete!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Regresso às aulas!


Bom dia minha gente linda, hoje um pouco por todo o pais se vêem miúdos e graúdos prontos a iniciar mais um ano lectivo. Ao assinalar o encerramento de mais um período de férias, esta semana raramente é tida como boa, a não ser talvez juntos dos mais pequenos, que a consideram como uma oportunidade para ver os colegas e retomar as brincadeira. Por estes lados está chuva por isso, provavelmente será um dia passado entre quatro paredes :p
Para mim e para tantos outros que estamos no ensino superior, as coisas são diferentes, em muitas situações não há obrigatoriedade em comparecer às aulas. Neste momento não estou numa fase de aulas mas sinto-me compelida a acordar cedo e a ir para a faculdade, quero despachar trabalho apesar de me apetecer ficar em casa a ler neste dia chuvoso.
Para os caloiros que agora estão a iniciar uma nova fase na sua vida académica...bem-vindos! Divirtam-se, aproveitem esta experiência mas não descurem as vossas responsabilidades. A vida está difícil e não queremos deitar fora o esforço dos nossos pais para nos proporcionarem os estudos, que hoje em dia são um privilégio.
Boa sorte, e como se diz popularmente: "entrem com o pé direito" ;)

domingo, 14 de setembro de 2014

O principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry - Opinião

Titulo original - Le petit prince 
Editorial Presença.
Sinopse: Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas. O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.


Opinião:
Quantos de nós lemos O principezinho quando éramos crianças? Naquela altura talvez nos fosse mais apelativo as ilustrações do que a história propriamente dita. É um livro pequeno, de leitura rápida e com várias gravuras, tornando-o ideal para os mais novos. 
Há uns tempos estava a fazer umas arrumações e quando o reencontrei, voltei a lê-lo. Obviamente havia muita coisa que uma criança simplesmente não tem capacidade de entender, pelo que tive uma percepção diferente desta vez.
O protagonista mora num planeta pequeno com 3 vulcões e uma rosa. Um dia decide ir explorar outras paragens. Depara-se com várias personagens bem diferentes entre si que lhe despertam curiosidade, então ele questiona sempre qualquer coisa, sem nunca retirar a pergunta, e nota-se que até algumas bem simples atrapalham alguns adultos. É apenas quando chega à Terra que depara-se com um piloto preso no deserto devido a problemas no avião, e é a partir desta
interacção que os personagens acabam por se entreajudar. É um livro
que permite várias entendimentos e interpretações, bom para ler em qualquer idade.