segunda-feira, 11 de março de 2019

Wasted, de L.A. Weatherly - Opinião

Título original - Wasted
Sinopse: For Jake, playing his guitar is his only respite from life with his alcoholic mother. When he runs away from home to escape his mother's violence, he ends up in a squat and resorts to busking to earn some cash. But will music help him get home? Gritty urban story.

Opinião:
Um livro que descobri aleatoriamente numa estante no Reino Unido, era pequeno, pelo que li-o lá na biblioteca. 
O Jake é um adolescente que vive com a sua mãe alcoólica, o que em si já é difícil, porém esta culpa-o pelo seu namorado a deixar e certa vez num acto de ira, ataca-o com uma garrafa partida. Ao temer pela sua vida e sem saber o que fazer ou a quem recorrer, o rapaz foge de casa com a sua guitarra e a roupa que tem no corpo.
O moço anda a perambular pela rua durante uns tempos, até que se junta a um grupo de sem abrigos, cujo líder decide ajudá-lo e acolhê-lo, contudo não o faz sem querer algo em troca.
O livro retrata uma dura realidade vivida por muitos, a convivência com entes que padecem de uma doença que necessita de tratamento, e muitas vezes, infelizmente, recai para actos violentos e desumanos junto daqueles que deviam ser os que mais amam e juraram proteger.
De notar que esta é uma obra dislexia "friendly". 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

My daylight monsters [Mary Hades 0.5], de Sarah Dalton - Opinião

Titulo original - My daylight monsters
Saga: Mary Hades #0.5
Sinopse: I always thought my demons came out in the day, rather than at night. I’ve never been scared of the dark. I’ve only ever been scared of real things: getting ill, having injections, physical pain… death. Those are my monsters, not ghosts or vampires or whatever else can hide under your bed at night.
I was wrong.
The dark makes everything worse.
When Mary’s psychiatrist advises a short stay at a psychiatric unit, her worst nightmares are confirmed. How can she get better in a place that fills her with dread? When she meets the other patients, she begins to gather some hope, until she realises that the death toll in the hospital is rising without explanation. Something sinister stalks the corridors and maybe she is the only one who can stop it…
Mary has to confront the Things that she sees if they are to stand a chance. But will she survive a confrontation with death itself?


Opinião:
Já andava para ler Mary Hades há algum tempo, mas optei mesmo por começar pelo "volume 0.5" para ter uma introdução à história.
Após um evento traumático, a Mary partilha com algumas pessoas que tem visões com umas criaturas horrendas, é então que dá entrada num hospital psiquiátrico. Porém ela não tem nenhum desequilíbrio mental e é neste edifício que acaba por ter um melhor entendimento do seu dom, bem como descobre outras capacidades.
Na verdade as criaturas são projecções do cérebro da Mary, como forma de avisá-la que algo de grave vai acontecer. Ela tem vindo a ver algo ocasionalmente pelo hospital, pelo que pressente que algo de errado se está a passar por lá. 
Ela decide então investigar e descobre que muitos pacientes estão a morrer de modo inesperado, ultimamente. Cabe-lhe a ela resolver este mistério.
Esta é uma breve história que ficou muito interessante. Na minha opinião, ficou uma boa introdução, deu-me mais contexto e deixa antever alguns aspectos que me parecem essenciais para a história principal.
Ficou bastante original o modo que o organismo da Mary arranjou para que ela fique consciente da iminência de perigode como ela tem as visões, e que realmente ao aparecerem, aquelas coisas tragam algum tipo de aviso consigo. Se são aterrorizantes? Imenso, mas é diferente do que "já vi" antes. 
Sinceramente agradou-me imenso, pelo que saio desta leitura com vontade de prosseguir imediatamente para o volume 1. Quantos de vocês optaram por começar alguma saga pelos volumes introdutórios, em vez de iniciar logo no volume principal?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

[2019] Desafio literário - Desafio das cores

Leitores,

O desafio das cores é um dos desafios que me dá mais gosto de fazer e é bem divertido pois relaciona livros com cores.
Este desafio consiste em ler nove livros, estando cada um relacionado com uma cor, quer seja integrante do título do livro ou sendo a cor dominante na capa.
O desafio foi proposto por um blogue estrangeiro e assim que o vi, soube que tinha que realizá-lo! Porém modifiquei alguns exemplos sugeridos e fiz uma alteração na alínea 9, dizia apenas um livro com palavra que implica cor, adicionei a opção uma capa que implica cor.

Sendo que a cor terá que ser uma palavra integrante do título do livro ou uma cor dominante na capa, as categorias são:


1 - um livro com azul ou tons relacionados (ciano, azul marinho, turquesa...)

Wasted, L.A. Weatherly 

2 - um livro com vermelho ou tons relacionados (cor de vinho, carmesim, borgonha...)

2 Die 4, Nigel Hinton

3 - um livro com amarelo ou tons relacionados (limão, dourado...)


4 - um livro com verde ou tons relacionados (lima, esmeralda...)

A casa de vidro, Anna Fagundes Martino

5 - um livro com castanho ou tons relacionados (avelã, chocolate...)



6 - um livro com preto ou tons relacionados (carvão, ébano...)

Hansel & Gretel, Neil Gaiman

7 - um livro com branco ou tons relacionados (pérola, marfim...)

Text game, Kate Cann

8 - um livro co
m outra cor qualquer ainda não mencionada (rosas, arroxeados, laranjas, prateados, cinzas...)
My daylight monsters, Sarah Dalton

9 - um livro com
uma capa ou palavra que implica cor (arco-íris, riscas, xadrez, às bolinhas, estampado, pálido, sombreado...)




Notas
:

Qualquer livro é válido de Janeiro a 31 Dezembro.
É possível que livros deste desafio constem de outros.

Farei como nos outros desafios, à medida que vou lendo, vou actualizar com o link directo para os títulos, para que possam ver a opinião.
Para consultar os desafios e o seu progresso, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, e serão remetidos para o seu respectivo link.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

[2019] Desafio literário - Diversidade literária

Este desafio permite abranger outros estilos literários e assim trazer mais variedade às leituras.
O desafio pode ser alterado consoante a minha disponibilidade. Poderei não conseguir ler algo diferente todos os meses, mas tentarei fazê-lo a cada dois meses.
À medida que vou lendo, venho cá actualizar com o link directo para os títulos para que possam ver a opinião.
Por agora as propostas são:


1: Romance sobrenatural
My daylight monsters, Sarah Dalton

2: Ficção

Wasted, L.A. Weatherly

3: Horror

2 Die 4, Nigel Hinton

4: Romance
A casa de vidro, Anna Fagundes Martino

5: Young adult

Text game, Kate Cann

6: Fantasia
Hansel & Gretel, Neil Gaiman


Farei como nos outros desafios, à medida que vou lendo, vou actualizar com o link directo para os títulos, para que possam ver a opinião.
Para consultar os desafios e o seu progresso, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, e serão remetidos para o seu respectivo link.

sábado, 5 de janeiro de 2019

[2019] Desafio literário - Novos autores

O desafio "Novos autores" consiste em ler obras de autores que nunca lemos, sendo que o conceito é conhecer outros trabalhos.
Este ano decidi ler trabalhos de pelo menos cinco novos autores.
À medida que vou lendo, venho cá actualizar com o link directo para os títulos das minhas estreias, para que possam ver a opinião.

Os eleitos para 2019 são:

- My daylight monsters, Sarah Dalton
- Wasted, de L.A. Weatherly
2 Die 4, de Nigel Hinton
- A casa de vidro, de Anna Fagundes Martino
- Text game, de Kate Cann


Farei como nos outros desafios, à medida que vou lendo, vou actualizar com o link directo para os títulos, para que possam ver a opinião. Para consultar os desafios e o seu progresso, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, e serão remetidos para o seu respectivo link.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

[2019] Desafio literário - Literatura fantástica/Romance sobrenatural

Olá queridos leitores,

como tem vindo a ser tradição em Janeiro, lanço anualmente um desafio literário que como sabem, é relativo à literatura fantástica/romance sobrenatural, as minhas preferências.
Caso queiram participar: pode ser lido qualquer título à vossa escolha, mas restrito às categorias mencionadas, e a quantidade tem a ver com a disponibilidade de cada um. Este ano o desafio terá a duração de um trimestre.

A minha selecção de 2019:
- My daylight monsters



Farei como nos outros desafios, à medida que vou lendo, vou actualizar com o link directo para os títulos, para que possam ver a opinião.
Para consultar os desafios e o seu progresso, basta ir ao separador Desafios literários, logo abaixo do nome do blogue, e serão remetidos para o seu respectivo link.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

The Cavendish Home for Boys and Girls, de Claire Legrand - Opinião

Título original - The Cavendish Home for Boys and Girls
Sinopse: At the Cavendish Home for Boys and Girls, you will definitely learn your lesson. An atmospheric, heartfelt, and delightfully spooky novel for fans of Coraline, Splendors and Glooms, and The Mysterious Benedict Society.
Victoria hates nonsense. There is no need for it when your life is perfect. The only smudge on her pristine life is her best friend Lawrence. He is a disaster, lazy and dreamy, shirt always untucked, obsessed with his silly piano. Victoria often wonders why she ever bothered being his friend. (Lawrence does, too.)
But then Lawrence goes missing. And he is not the only one. Victoria soon discovers that The Cavendish Home for Boys and Girls is not what it appears to be. Kids go in but come out different. Or they don't come out at all.
If anyone can sort this out, it's Victoria, even if it means getting a little messy.


Opinião:
Esta obra apareceu como sugestão no Goodreads, achei a sinopse apelativa pelo que decidi lê-la.
Numa cidade onde tudo é delicado e aspira-se à perfeição, quem se afasta do padrão é um potencial alvo. Pessoas têm vindo a desaparecer ao longo dos anos, mas apenas poucos parecem notar. O que se passa realmente na cidade de Belleville?
Quando o Lawrence deixa de aparecer na escola, a Victoria estranha e tenta averiguar o que se passa. Todas as pistas que vai seguindo, apontam para o lar Cavendish, no final da rua. 
Com a curiosidade aguçada, começa a sua própria investigação, vindo a descobrir que tem mais alguém que se recorda dos desaparecimentos. Mas as coisas subitamente tornam-se reais, quando o seu único aliado é levado e ela tem que tomar alguma atitude antes que seja tarde demais.
Não esperava que as coisas se revelassem do jeito que aconteceu neste livro, foi inesperado! E o lar em si, a sua descrição e as mudanças que ocorrem nele, o que está contido no edifício é surreal. Muito engenhoso e divertido de se ler.
Contudo, contrastante com o paragrafo anterior, achei chocante as lições que a senhora Cavendish ensinava aos jovens, ultrapassando em muito o bom senso, o respeito e até alguns direitos Humanos.
Esta obra providencia uma boa pitada de mistério e terror, para uma leitura diferente.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Soppy, de Philippa Rice - Opinião

Título original - Soppy
Sinopse: True love isn’t always about the big romantic gestures. 
Sometimes it’s about sympathizing with someone whose tea has gone cold or reading together and sharing a quilt. When two people move in together, it soon becomes apparent that the little things mean an awful lot. The throwaway moments in life become meaningful when you spend them in the company of someone you love. 
SOPPY is Philippa Rice’s collection of comics and illustrations based on real-life moments with her boyfriend. From grocery shopping to silly arguments and snuggling in front of the television, SOPPY captures the universal experience of sharing a life together, and celebrates the beauty of finding romance all around us.


Opinião:
Quis incluir graphic novel no desafio de diversidade literária de 2018 pelo que o eleito foi Soppy. Nunca comentei este género mas vamos lá ter em conta que também não é algo que costumo procurar. Sem jamais ter ouvido falar da autora, a sinopse foi algo que apelou. 
Achei engraçado o facto das ilustrações serem basicamente tricolores, apresentandas em  preto, vermelho e (pronto) branco. 
A referência ao chá, de uma forma geral, parece não ter muito impacto junto do público português, pois isso é uma tradição que está mais enraizada na cultura dos ingleses. Quem nunca ouviu falar do "afternoon tea"? (risos)
Nesta obra são (contadas) ilustradas histórias do quotidiano, e creio que muita gente se identifica facilmente com as situações aqui relatadas. Vale a pena espreitar.