terça-feira, 30 de novembro de 2021

Um casamento conveniente [Girl meets duke 1], de Tessa Dare - Opinião

Título original -
The duchess deal
Saga: Girl meets duke #1
Editora: TopSeller
Sinopse: Da autora romântica bestseller que conquistou as leitoras portuguesas Vencedora do Prémio RITA para Melhor Romance Histórico
Objetivo número um: ter um herdeiro.
Desde que o Duque de Ashbury regressou da guerra com o rosto desfigurado, a única coisa que o move é deambular pela cidade de Londres durante a noite e assustar todos com quem se cruza. Só que agora tem um problema: precisa de um herdeiro.
Objetivo número dois: casar.
Mas com regras bem definidas.
Quando Emma Gladstone, uma simples costureira, aparece em casa de Ashbury para lhe exigir um pagamento em dívida, este aproveita a ocasião e faz-lhe uma proposta de casamento. Mas impõe certas condições: deverão encontrar-se sempre às escuras, e apenas para conceberem um filho. Assim que Emma engravidar, deverá partir para o campo, e nunca mais se voltarão a ver.
Objetivo número três: não quebrar
nenhuma das regras anteriores.
Ashbury e Emma casam-se. Emma, porém, é uma mulher determinada e também tem as suas próprias regras. E a principal é conhecer o marido. Permitirá Ashbury que Emma o veja realmente? E conseguirá ele impedi-la de se apaixonar?

Opinião:
Ora vejamos, o romance histórico não é um género literário que me atraia muito porém volta e meia, acontece de haver um desafio literário que proponha este género ou minimamente, que nós leiamos algo fora do géneros predilectos... e eis que acontece! Este livro 
traz-nos a história de Emma e do conde de Ashbury e de como estabelecem uma parceria que irá beneficiar a ambos.
O conde acha que está na hora de ter um filho para herdar as suas responsabilidades, o seu legado e prosseguir com a linhagem, porém com um noivado terminado e com o corpo desfigurado desde que voltou da guerra, ele julga que esse desejo será difícil de concretizar. Contudo, certa noite, Emma aparece na sua mansão para exigir um pagamento, diz que não sai de lá sem ser paga, caso contrário, será despejada de casa. O conde vê uma oportunidade e propõe um casamento de conveniência.
Surpreendentemente, esta obra proporcionou-me momentos prazerosos de leitura, confesso que por vezes era difícil parar de ler (mas tinha que ser!). Esta narrativa foi uma verdadeira montanha russa de emoções, tanto pelos momentos dramáticos como pelos momento pautados de humor...eu ri bastante, o que é muito bom. Ainda a referir, que houveram variados momentos íntimos picantes relatados, que fizeram subir a temperatura por estes lados (risos).
Gostei igualmente de acompanhar o desenrolar de amizades que se revelaram sinceras e sem cobranças, e era notável que haviam vibes de retelling da bela e o monstro, algo que considero agradável.
Achei a história fluída e bem construída, onde na verdade, pessoas magoadas permitiram que o amor batesse à porta e derrubasse as suas barreiras.
★★★★★

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Every anxious wave, de Mo Daviau - Opinião

Título original -
Every anxious wave
Sinopse: Good guy Karl Bender is a thirty-something bar owner whose life lacks love and meaning. When he stumbles upon a time-travelling worm hole in his closet, Karl and his best friend Wayne develop a side business selling access to people who want to travel back in time to listen to their favorite bands. It's a pretty ingenious plan, until Karl, intending to send Wayne to 1980, transports him back to 980 instead. Though Wayne sends texts extolling the quality of life in tenth century "Mannahatta," Karl is distraught that he can't bring his friend back.
Enter brilliant, prickly, overweight astrophysicist, Lena Geduldig. Karl and Lena's connection is immediate. While they work on getting Wayne back, Karl and Lena fall in love -- with time travel, and each other. Unable to resist meddling with the past, Karl and Lena bounce around time. When Lena ultimately prevents her own long-ago rape, she alters the course of her life and threatens her future with Karl.
A high-spirited and engaging novel, Mo Daviau's EVERY ANXIOUS WAVE plays ball with the big questions of where we would go and who we would become if we could rewrite our pasts, as well as how to hold on to love across time.

Opinião:
Este título é-nos trazido pelas mãos de Mo Daviau, no género de ficção científica, e demarcou a minha estreia com a autora. 
Acompanhamos Karl, ex-membro de uma banda, que juntamente com o seu amigo Wayne, descobrem um "wormhole" e usam-no para ir ao passado e assistir a concertos. Contudo, um engano leva a que um dos amigos fique preso no passado e é aí que entra em cena a Lena, uma astrofisica com potencial para descobrir os elementos em falta, possibilitando o retorno do moço.
Quanto mais tempo passam juntos, mais fica evidente a química entre eles e acabam por se apaixonar. Porém, quando há acesso a um túnel que permite viagens ao passado, torna-se difícil resistir à tentação de alterá-lo e evitar a ocorrência de determinados acontecimentos traumáticos.
Parece boa e igualmente assustadora, a possibilidade de viajar no tempo. Apesar dos amigos terem conseguido lucrar com a descoberta, achei fenomenal que tivessem conseguido mantê-la fora do alcance das grandes corporações. 
Todos somos o resultado das nossas experiências, educação e vivências. Mudar alguma situação nalgum desses componentes, com certeza produziria algumas alterações. Obviamente é isso que acontece na história, e a própria sinopse o sugere. Ao mesmo tempo, isso sugere que a pessoa que antes ali estava não irá ser a "mesma pessoa" da nova realidade. Achei engraçado o facto de que há coisas que simplesmente não mudam.
A história manteve-me interessada, referia música e um pouco de ciência, e estava a fluir bem, até fiquei curiosa com a possibilidade do wormhole permitir viajar para o futuro. Confesso que não gostei do que descobrimos, a ideia de uma coisa dessas acontecer é apavorante. Pior ainda, foi o facto de realmente não haver nada que possa ser feito para evitar. Também não fiquei fã do final da obra, achei um pouco bizarro na verdade.
Tendo lido este livro, julgo que as principais mensagens que a autora quis transmitir são que o significado de felicidade varia imenso de pessoa para pessoa, e que ela deve ser livre para segui-la, deve haver sempre respeito pelo próximo e que há coisas que simplesmente estão destinadas a acontecer.
★★★★

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda - Opinião

Título original -
Historia de una gaivota y del gato que la enseñó a volar
Editora: Porto editora
Sinopse: Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.
Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...
Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.

Opinião:
Já andava para ler algo deste autor há imenso tempo e realmente não me recordo se cheguei a ler algum dos seus trabalhos, na época que andava na escola.
Pode-se dizer que o título da obra resume o que se trata na narrativa porém é muito mais do que isto. É uma história de uma promessa e de todo o percurso percorrido para manter a palavra e atender ao pedido de uma mãe prestes a falecer. É uma história de honra, amor e perseverança, contada de um modo simples e fluído, de modo que se torna própria para leitores "de palmo e meio".
A acompanhar o texto, encontramos bonitas ilustrações que enriquecem a obra e permitem-nos assimilar as personagens do modo que o autor os idealizou. Imagino que isto seja um bónus para leitores mais distraídos e não só.
Esta foi uma leitura rápida e simples, com uma mensagem de carinho e altruísmo.
★★★

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

The invisible lesbian, de Océanerosemarie, Murielle Magellan (Script), Sandrine Revel (Art and Colors) - Opinião

Título original - La Lesbienne invisible
Sinopse: Oceanerosemarie has been attracted to women since she was young. For some reason, no one believes she's a lesbian, not even other lesbians. Is she too feminine? She does love women, but she also loves lipstick and pretty flowery dresses. Going from a women's soccer club to the ultra-trendy nightclub "Le Pulp", she explores and decodes the stereotypes associated with lesbians, and she doesn't spare the heteros either!
A well-written, miles-away-from-the-usual-cliches, funny and compelling graphic novel.

Opinião:
Com o propósito de explorar um género literário que não me é muito familiar, optei por "the invisible lesbian". Se formos ver, na verdade é mais do que um género literário, uma vez que junta LGBT com graphic novel.
A primeira coisa que notei é que a arte da capa difere da arte do conteúdo da obra. Completamente. O que não é propriamente uma coisa má, mas um pouco inesperado. Porém devo dizer que achei que proporcionou bastante entretenimento.
Nesta obra, acompanhamos o crescimento da protagonista, a descoberta da sexualidade e da sua identidade sexual; de como ela se sente ao crescer enquanto lésbica. A certa altura, ela tem uma visão de si própria, da qual se considera como sendo uma lésbica invisível, da qual ninguém parece levar-lhe a sério no que toca à sua orientação sexual.
Ao longo da sua jornada, são diversas as situações representadas e algumas das quais descrevem estereótipos. Não entendo muito bem se será uma maneira das autoras tecerem uma crítica ou se acabam por estar a perpetuar.

No panorama geral, achei esta obra interessante, com diversos momentos de humor mas com um final abrupto.
★★★

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Um homem chamado Ove, de Fredrik Backman - Opinião

Título original - En man som heter Ove
Editora: Editorial Presença
Sinopse: À primeira vista, Ove é o homem mais rabugento do mundo. Sempre foi assim, mas piorou desde a morte da mulher, que ele adorava. Agora que foi despedido, Ove decide suicidar-se. Mal sabe ele as peripécias em que se vai meter. Um jovem casal recém-chegado destrói-lhe a caixa de correio, o seu amigo mais antigo está prestes a ser internado a contragosto num lar, e um gato vadio dá-se a conhecer.
Ove vê-se obrigado a adiar o fim para ajudar a resolver, muito contrariado, uma série de pequenas e grandes crises. Este livro simultaneamente hilariante e encantador fala-nos de amizades inesperadas e do impacto profundo que podemos ter na vida dos outros.

Opinião:
Um homem chamado Ove foi a obra elegida pelo clube de leitura Read-along do Goodreads para os meses de Janeiro/Fevereiro, dedicados à solidão e ao isolamento. Infelizmente este é um tema tão real e tão presente, que tem vindo a afectar cada vez mais pessoas, e tem sido largamente amplificado pela pandemia.
Eu comecei a ler o livro nos meses iniciais do ano, porém aborreceu-me um pouco e dei mesmo uma pausa na leitura. Alguns meses mais tarde retomei-a e fiquei contente por tê-lo feito, pois a obra revelou-se bem mais interessante do que estava a prever, pontuada por situações de valores morais, orgulho, demonstrações de amor, rabujentice e de momentos hilariantes que muito gosto me deram ler.
A acção decorre paralelamente no passado e no presente e digo-vos isto: o Ove é um homem irado, a mínima coisa o chateia mas ele realmente tem um coração muito grande e foi bastante divertido ler as interações com os novos vizinhos, confesso que ri bastante. 
Sem querer me alongar nem estar aqui a fazer grandes revelações, saliento que no meu entender, a principal mensagem que retiro do livro é que nós realmente não sabemos o que se passa na vida das pessoas e um simples acto pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
★★★★★

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Três Coisas Incríveis Sobre Ti, de Jill Mansell - Opinião

Título original - Three amazing things about you
Editora: TopSeller
Sinopse: «Quando um livro nos consegue fazer sorrir, chorar e suspirar, sabemos que é um vencedor.»Hallie tem dois segredos: é autora anónima de um blogue popular, onde resolve os dilemas dos leitores; e está perdidamente apaixonada… pelo seu médico. Sim, porque Hallie tem os dias contados, e só uns pulmões novos a salvarão. Terá ela coragem de se declarar antes de partir?
Flo encontra-se numa situação caricata. Vive no apartamento de um gato. E ela só terá um teto, enquanto o felídeo estiver vivo.
Com esta nova condição, surgem pessoas interessadas no apartamento que lhe querem fazer a vida negra. Flo está preparada para tudo… Mas o que fazer quando o amor lhe bate à porta com uma surpresa agridoce?
Tasha é uma mulher citadina com um namorado viciado em aventura. É verdade que os opostos se atraem, mas estará ela preparada para a adrenalina que ele trouxe à sua vida?
Três mulheres, muitas escolhas e uma força extraordinária que as une de formas inesperadas. Neste novo livro de Jill Mansell celebra-se a vida, numa história romântica sobre carpe diem e segundas oportunidades.

Opinião:
A minha estreia com a autora deu-se com Três Coisas Incríveis Sobre Ti. Aqui seguimos três mulheres, três histórias e o que o destino lhes reserva. Dispensa introduções sendo que a sinopse já o faz tão bem neste título.
A obra decorre na escala temporal do presente e vai alternando entre as três principais personagens Hallie, Flo e Tasha. Aqui somos levados aos seus quotidianos, às suas condições, às suas personalidades e a quem os rodeia. Foi bom ler acerca das interacções e de como as suas vidas se vieram a entrelaçar de um modo inesperado e permanente.
De todas as moças, a história da Tasha foi a menos interessante e achei até um pouco cliché. Impressionou-me a história da Hallie, da seriedade da sua doença e a sua perceptiva. Sendo alguém com imensas limitações e com limitada experiência de vida, foi uma lufada de ar fresco, que ela fosse a popular e aparentemente sábia Rose, a conselheira sentimental que tantas pessoas ajudou. Contudo, o que eu gostei mesmo foi de acompanhar a Flo, os seus altos e baixos, as suas amizades improváveis e sobretudo o seu sentido de humor.
Foi com muito espanto que se viu perder uma personagem, numa situação simplesmente horripilante, todavia esse foi o catalisador para uma série de eventos sem retorno, que iria para sempre alterar o curso das vidas dos personagens.
★★★★★

domingo, 16 de maio de 2021

Mistress of all evil [Villains 4], de Serena Valentino - Opinião

tulo original - Mistress of all evil
Saga: Villains #4
Sinopse: The tale is told as if it's happening once upon a dream: the lovely maiden meets her handsome prince in the woods. The story has been told many times and in many ways. But always the maiden finds out that she is a princess-a princess who has been cursed by a dark fairy to prick her finger on a spindle and fall into an eternal sleep. Though her three good fairies try to protect her, the princess succumbs to the curse. But the power of good endures, as her true love defeats the fire-breathing dragon and awakens the princess with true love's first kiss. The two live happily ever after.
And yet this is only half the story. So what of the dark fairy, Maleficent? Why does she curse the innocent princess? What led to her becoming so filled with malice, anger, and hatred? Many tales have tried to explain her motives. Here is one account, pulled down from the many passed down through the ages. It is a tale of love and betrayal, of magic and reveries. It is a tale of the Mistress of All Evil.

Opinião:
Enfim mais um volume da saga Villains, desta feita, com a história da origem e do passado da Maléfica. Novamente as três irmãs "têm uma mão" na vida alheia, se bem que nesta história, participam de uma forma diferente, num outro plano. 
Vemos mais uma vez, alguns personagens dos volumes anteriores e nota-se que há outros caminhos entrelaçados, o que achei bastante interessante, e fiquei com a sensação que ainda há ali bastante "pano para mangas", como se diz popularmente.
O modo como a escritora desenvolveu o enredo para o background da vilã, mostra-nos que as pessoas realmente não nasceu "assim ou assado", porém são julgadas pela sua aparência e muitas vezes, não lhes são dadas oportunidades de se dar a conhecer, sem que haja, de imediato, juízos de valor. A Maléfica é um exemplo disso e certas passagens da obra deixaram-me com uma sensação de pena. 
Contudo, nem tudo foram más experiências, e agradou-me ler que a Maléfica foi amada, compreendida e acarinhada.
Esta obra contou com variadas reviravoltas e segredos revelados, mantendo o meu nível de curiosidade para seguir com a leituras dos volumes que se seguem.
★★★

segunda-feira, 5 de abril de 2021

The midnight library, de Matt Haig - Opinião

Título original - The midnight library
Sinopse: Between life and death there is a library, and within that library, the shelves go on forever. Every book provides a chance to try another life you could have lived. To see how things would be if you had made other choices ...Would you have done anything different, if you had the chance to undo your regrets?”
A dazzling novel about all the choices that go into a life well lived, from the internationally bestselling author of Reasons to Stay Alive and How To Stop Time.
Somewhere out beyond the edge of the universe there is a library that contains an infinite number of books, each one the story of another reality. One tells the story of your life as it is, along with another book for the other life you could have lived if you had made a different choice at any point in your life. While we all wonder how our lives might have been, what if you had the chance to go to the library and see for yourself? Would any of these other lives truly be better?
In The Midnight Library, Matt Haig’s enchanting new novel, Nora Seed finds herself faced with this decision. Faced with the possibility of changing her life for a new one, following a different career, undoing old breakups, realizing her dreams of becoming a glaciologist; she must search within herself as she travels through the Midnight Library to decide what is truly fulfilling in life, and what makes it worth living in the first place.

Opinião:
The midnight library marca a primeira leitura do ano do Tearing pages book club, que passou agora a ser uma leitura a cada dois meses. Tendo passado os olhos pela sinopse, a premissa do livro parecia bastante promissora pelo que estava entusiasmada com esta leitura.
Neste universo, a Nora é uma pessoa pacata, deprimida, sem ambição, que está à deriva, a ver os dias passarem. Ela decide que atingiu o limite e resolveu suicidar-se. É neste momento, entre a vida e a morte, que surge a biblioteca da meia-noite, onde o tempo está estático e as possibilidades são infinitas.
Adorei o conceito de ser possível experimentar as vidas de realidades alternativas, vidas que advêm da tomada de escolhas diferentes, em diversas fases da vida! Seguramente, todos nós já pensamos "e se..." e o autor agarrou nesse mesmo pensamento e criou algo muito giro.
Na minha opinião, foi particularmente relevante, que a cada nova experiência havia uma lição a tirar e com o avançar da narrativa, ficou claro que esta era uma jornada de descoberta, de auto-conhecimento e que permitiu valorizar alguns aspectos da vida real da Nora, que estava pautada de arrependimentos...ou assim ela a julgava. Ela via o copo como meio vazio e ao ver "the big picture", a sua maneira de pensar e o modo que ela passou a ver o mundo tornou-se no "copo meio cheio", foi transformador. Gostei bastante e recomendo vivamente 😊
★★★★★